Publicado em 22/12/2017 às 09h23.

Rui e Neto temperam o clima natalino com as farpas da guerra do ano novo

Em miúdos, até o Natal dos dois foi trocando farpas. É o cheiro de 2018

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. Na guerra, você só pode ser morto uma vez, mas em política, muitas vezes”

Winston Churchill, primeiro-ministro que comandou a Inglaterra na 2ª Guerra Mundial (1874-1965)

 

 

Foto: Mateus Pereira/GOVBA
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

 

Nas confraternizações natalinas de fim de ano, Rui e Neto reuniram jornalistas, como sempre. Cada um falou dos seus feitos, mas no tempero político, o filé, Rui disse que Temer persegue a Bahia com articulação de baianos, Neto evocou uma suposta ineficiência contábil do governo baiano, rebaixado por Temer, para justificar alguns atos.

Neto diz que jamais faria perseguições com a Bahia, mas também diz que foi perseguido por Dilma, do BRT a outros convênios. E Rui cita obras já feitas, inclusive no metrô, que Temer caloteia R$ 150 milhões.

Em miúdos, até o Natal dos dois foi trocando farpas. É o cheiro de 2018.

Mas se entre si eles não incorporaram o espírito natalino, nós estamos no embalo da maior festa cristã. Jamais iríamos atirar a primeira pedra, como ensinou o Cristo no caso da mulher adúltera.

Os dois estão certos, no que se propõem.

 

Dúvidas para os chineses

No papo com jornalistas de fim de ano, Rui Costa contou que num dos encontros com os chineses disse a eles que no Brasil um dos entraves para investimentos é o Ibama.

— Eles perguntaram sobre a licença ambiental: “Demora quanto tempo?”. Eu disse que não tinha prazo. Também depois ainda tinha o Ministério Público, que pode ir à Justiça, que também não tem prazo para julgar. Aí o chinês se espantou: “E você me chama para botar US$ 4 bilhões num negócio que eu não sei nem quando vai começar?”.

 

Habib, o inidôneo

Aliás, Rui diz que vai aproveitar os seus contatos com os chineses para avisá-los que Sérgio Habib, o parceiro brasileiro na Jac Motors, “é inidôneo”

Habib é o que se comprometeu a botar a JAC em Camaçari, deu o bolo e agora anuncia que vai instalar em Goiás. Rui completa:

— Eu não sei o que eles prometeram lá.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.