Publicado em 16/04/2018 às 11h36.

Salvador x Lauro, a antiga pendenga volta agora temperada com o metrô

O argumento oficial é que para a redefinição populacional ter efeito nos repasses de FPM, o IBGE tem que ter os dados para comunicar ao Ministério da Fazenda até o dia 27 de abril

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Das definições possíveis do homem, uma só é verdadeira: o homem é o animal que disputa”
Alexandre Herculano, jornalista e historiador português (1810-1877)

Foto: Carol Garcia/ GOVBA
Foto: Carol Garcia/ GOVBA

 

A velha briga por limites territoriais está de volta a pauta, desta vez, com as cores de 2018. A questão: o deputado Rosemberg Pinto (PT), presidente da CCJ da Assembleia, está querendo que o presidente Ângelo Coronel (PSD) avoque para si a responsabilidade pela agilização de nove projetos que redefine limites territoriais.

O argumento oficial é que para a redefinição populacional ter efeito nos repasses de FPM, o IBGE tem que ter os dados para comunicar ao Ministério da Fazenda até o dia 27 de abril, por isso a urgência.

A questão é que entre os nove projetos está o de Salvador e Lauro de Freitas. E a oposição diz que é uma disposição do governo de inaugurar o metrô em junho com o carimbo de soteropolitano, já que a última estação está construída hoje em território que é de Salvador.

Precedente

Rosemberg Pinto admite:

— Nós vamos respeitar o acordo feito com ACM Neto, pelo qual Lauro cedeu o Condomínio Marisol. Mas, de fato, há problemas políticos.

Luciano Ribeiro (DEM), o líder da oposição, diz que fará tudo “conforme a lei”. E é aí que a porca torce o rabo.

Mesmo que a Assembleia aprove a redefinição dos limites, os oposicionistas dizem que o assunto é regido por lei federal, que exige plebiscito nas duas partes.

Na era de ACM, Luís Eduardo Magalhães foi emancipado com plebiscito apenas lá. Agora, vai dar justiça.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.