Publicado em 14/03/2018 às 15h32.

‘Se defiro uma e outra não, cria problema’, diz Coronel sobre CPIs

Presidente da Assembleia havia prometido parecer sobre os colegiados nesta quarta-feira, mas agora diz não existir "previsão de anunciar"

Rodrigo Aguiar
Foto: Sandra Travassos/ALBA
Foto: Sandra Travassos/ALBA

 

Responsável por decidir se instala as CPIs da Fonte Nova e das obras da Barra, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ângelo Coronel (PSD), admitiu nesta quarta-feira (14) a dificuldade em autorizar a criação dos colegiados.

“Como são duas, uma contra cada lado, se eu defiro uma e outra não, cria problema. Tenho que ter embasamento”, declarou Coronel.

A CPI da Fonte Nova foi requisitada pela bancada de oposição na Assembleia, para investigar a licitação e construção do novo estádio, após operação deflagrada pela Polícia Federal que teve com um de seus alvos o ex-governador Jaques Wagner (PT), acusado pela PF de receber propina.

Em resposta, a bancada governista articulou um pedido para investigar possíveis irregularidades das obras da Barra, de responsabilidade do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

A entrega dos pareceres da Procuradoria Jurídica da Alba sobre os pedidos de criação das CPIs também foi adiada pelo presidente da Casa. A ideia inicial era que o posicionamento fosse conhecido nesta quarta.

Agora, porém, Coronel diz não existir “previsão de anunciar”. “Me reuni com eles [Procuradoria] hoje e pedi para levantar todo tipo de jurisprudência sobre o assunto. Ainda não ficou pronto. É um negócio complexo”, alegou.

O presidente da Assembleia já se posicionou pessoalmente contra a CPI da Fonte Nova, após “prestar solidariedade” a Wagner. Além disso, pleiteia uma das vagas de senador na chapa do governador Rui Costa (PT).

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