Publicado em 16/05/2018 às 17h22. Atualizado em 16/05/2018 às 20h32.

Sessão na Câmara tem bate-boca e microfone de vereador desligado

O vereador José Trindade (Podemos) chamou o prefeito ACM Neto (DEM) de "incompetente" e o chefe da Casa, Leo Prates (DEM), mandou cortar o microfone

Matheus Morais / Rayllanna Lima
Foto: Matheus Morais/bahia.ba
Foto: Matheus Morais/bahia.ba

 

O plenário da Câmara dos Vereadores foi palco de bate-boca na tarde desta quarta-feira (16), durante sessão para discutir a operação de crédito do município, contestada pela oposição.

Ao discursar, o vereador José Trindade (Podemos) chamou o prefeito ACM Neto de “incompetente”, e foi alertado pelo chefe da Casa, o vereador Leo Prates (DEM), que adjetivações negativas não são toleradas no plenário.

O socialista continuou o discurso: “Ofendendo, não. Nem chamei ele de anão”. E teve o microfone cortado por Prates.

A discussão precisou da intervenção do vereador Joceval Rodrigues (PPS), que chamou socialista de “mal educado” e o acusou de manchar o nome da Casa.

“O vereador Trindade passou do ponto. Há muito tempo ele passou do ponto, desrespeitando colegas, faltando com o respeito com a Casa, com o legislativo. Não podemos pegar um legado de uma legislatura, que hoje já ultrapassa todos os recordes de atuação, de realização de sessão e reuniões de comissões, e ficar marcado com esse tipo de comportamento. O que foi feito aqui foi com a atitude de um vereador isolado”, afirmou Joceval ao bahia.ba.

Questionado pelo bahia.ba sobre a postura contra Trindade, o chefe da Casa justificou sua ação baseado no regimento da Câmara, que “não tolera qualquer adjetivação negativa no plenário”. O democrata destacou que o acordo foi firmado entre todas as lideranças partidárias, então “precisa ser cumprido”.

“O acordo foi proposto após uma ofensa contra o ex-presidente Lula. Ficou acordado que qualquer tipo de qualificação negativa a qualquer autoridade pública deve ser cortada. O alertei para não falar adjetivação como ‘incompetente’. Quando estava alertando, ele fez uma referência ao tamanho do prefeito, e foi requerido o corte imediato”, explicou Leo Prates.