Publicado em 22/05/2018 às 16h01.

‘Super Terça’ do BRT tem clima quente e acusações entre vereadores

Debate sobre projeto do modal ficou em segundo plano frente provocações entre oposição e membros da bancada do prefeito

Fernando Valverde / Rodrigo Aguiar
Foto: Antonio Queirós / CMS
Foto: Antonio Queirós / CMS

 

Como prometido, os vereadores de Salvador se provocaram durante o debate do BRT, na “Super Terça”. Em sua fala, o vereador Alexandre Aleluia (DEM), afirmou que a oposição ao prefeito ACM Neto se baseia em “muita mentira, jargões e falácia”, e não em argumentos. “Tem um pessoal que quer fazer do BRT a festinha da esquerda. É a agenda melancia: verde por fora e vermelha por dentro”, disse o democrata. Aleluia ainda afirmou que a esquerda “adora concreto” e questionou qual a contribuição do PSOL, “fora um jingle”.

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) rebateu e chamou o colega de apoiador da ditadura. “Os partidos de esquerda tem contribuições. Já os seus amigos assassinaram pessoas durante a ditadura”, declarou a comunista. De acordo com a vereadora, a insatisfação contra o BRT é geral entre profissionais e escolas de arquitetura e urbanismo.

Líder da oposição, a vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou que o projeto do BRT “ignora a pesquisa de demanda“. Segundo a petista, na região a ser atendida pelos corredores exclusivos de ônibus há uma circulação máxima de 12,7 mil passageiros por hora, e que seriam necessários pelo menos 15 mil para justificar a implantação do modal.

O vereador Téo Senna (PHS), por sua vez, voltou a acusar os opositores de uma espécie de “indignação seletiva”, ao listar uma série de ações do governo do Estado com impactos ambientais, com eliminação de árvores e tamponamento de rios.