Publicado em 18/05/2017 às 16h23.

Temer diz não temer investigação de delação da JBS: ‘Não renunciarei’

Peemedebista foi gravado em uma negociação com o empresário Joesley Batista para calar o ex-deputado Eduardo Cunha, que segue preso em Curitiba

Evilasio Junior / Rodrigo Aguiar
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

 

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), anunciou que não irá renunciar, durante pronunciamento indignado, na tarde desta quinta-feira (18).

O peemedebista já tinha avisado, em nota oficial, que não deixaria o mandato e a aliados que se sentia vítima de uma “conspiração”. Ele foi alvo da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, proprietários do grupo JBS, dono das marcas Friboi e Seara, que o acusaram de tentar comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), que segue preso em Curitiba.

Ele citou que o seu governo “viveu nessa semana o seu melhor e o seu pior momento”, ao contrapor a crise política à melhoria dos indicadores econômicos. “Os indicadores de queda da inflação e os dados de geração de empregos criaram esperança de dias melhores”, completou.

De acordo com o peemedebista, a conversa gravada foi um “fantasma de dimensão ainda não dimensionada”. Ao se dizer inocente das acusações, Temer afirmou que solicitou os registros ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que provará não ter envolvimento com os fatos delatados. “Em nenhum  momento eu autorizei que pagasse quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém, exatamente porque não tenho nada a esconder”, disse, ao avisar: “Não renunciarei. Repito, não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos”.

Por fim ele clamou pela agilidade das apurações: “Não podem tardar as investigações”.