Publicado em 09/07/2018 às 12h06.

Walter Pinheiro tenta fazer política de excelência. Se der certo, bom para todos

Pinheiro vislumbrou o exemplo do Ceará. Dos 100 melhores classificados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 33 estão lá, tendo à frente Sobral

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Nem sempre funciona, mas se você não tentar, nem sempre vira nunca”

Aldo Novak, jornalista paulista especializado em ficção científica (1962)

Foto: Manu Dias/ GOVBA
Foto: Manu Dias/ GOVBA

Ao contrário da colega Lídice da Mata (PSB), que sobrou na chapa governamental e vai para deputada federal, ao lado de quem se elegeu senador em 2010, Walter Pinheiro, hoje na Secretaria de Educação do Estado, preferiu seguir outro rumo:

— Desisti do parlamento.

Interpretando: do parlamento sim, da política, não. Se pintar a chance num cargo executivo, tudo bem. Se não, volta ao ofício original, o de técnico em telecomunicações (ele era da Telebahia).

Jogando alto

Pinheiro vislumbrou o exemplo do Ceará. Dos 100 melhores classificados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 33 estão lá, tendo à frente Sobral. Quer fazer a mesma coisa aqui.

A chave do enigma é uma interconexão entre as universidades públicas e escolas idem, com professores dando aula nas duas bandas. Botar pelo menos uma escola de ensino médio em todas as 417 cidades baianas. Oferecer a todos pelo menos um curso profissionalizante e incluir  o máximo de 100 baianos em idade escolar que está fora da escola.

Dizem que a excelência das governanças é baixar as más estátisticas e elevar as boas. Pinheiro está atrás desse bonde. Vai dar?

Eis a questão: os autores de empreitadas bem sucedidas nesse campo ganharam amplo, geral e irrestrito reconhecimento, mas depois de morto, com estátuas e nomes de ruas. Voto não dá. Se para Pinheiro não der, pijama.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.