Publicado em 12/04/2019 às 18h00.

Capital não deve sofrer com impacto da chuva como Rio e São Paulo

Diretor da Codesal, Sosthenes Macedo garante que a cidade está preparada em aparatos tecnológicos e técnicos capacitados para evitar grandes estragos

Rayllanna Lima

 

Foto: Luis Filipe Veloso/bahia.ba
Foto: Luis Filipe Veloso/bahia.ba

 

As cidades do Rio de Janeiro e São Paulo estão vivendo dias de calamidade por conta de estragos provocados pela chuva. Em um passado não tão distante, Salvador viveu momentos semelhantes, com dezenas de mortos por deslizamento de terra.

Contudo, em entrevista ao bahia.ba nesta sexta-feira (12), o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo, explicou que com o investimento feito em tecnologias e a capacitação de mais de 2 mil pessoas pelos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), a cidade está preparada para encarar grandes temporais.

“Esse é o sentimento que nós temos. De 2016 para cá, tivemos grandes avanços. É claro que eventos climatológicos mais violentos podem chegar, porém com o arcabouço de respostas que a Prefeitura tem hoje a cidade está preparada e se propõe a tratar com a população. Essas pessoas capacitadas são multiplicadoras, elas sabem como levar as informações para os vizinhos, parentes. Realizamos também diversos simulados de evacuação em áreas de risco. Isso tudo resulta em uma nova cultura na própria cidade”, disse.

Como ‘exemplo de melhoria’, o diretor da Defesa Civil cita o bairro de Bom Juá, região onde os moradores da comunidade de Marotinho já foram mortos em decorrência dos estragos provocados pela chuva.

“Em meia hora, na região de Marotinho, choveu 40 mm. Tínhamos um problema muito grave das encostas naquela região, que já foi quase completamente resolvido. O problema esse ano passou a ser alagamento, carros ficaram boiando. Dez minutos depois que a chuva passou, a rua voltou a ficar seca”, afirmou.

Disque 199 – O início do período chuvoso é registrado na Codesal a partir do dia 22 de março. De lá para cá, até esta sexta-feira, foram registradas 3.423 chamadas de urgência através do 199.

O ranking de ocorrências é composto por deslizamento (873), alagamentos de imóveis (633), deslizamento de terra (469), avaliação de imóvel alagado (327) e árvore ameaçando cair (183).

Na análise do diretor da Codesal, as ações de prevenção, como vistoria do risco e afastamento de pessoas da área, contribuem para reduzir estragos provocados por fenômenos naturais.

“Muitas pessoas que ficavam na linha do ‘pagar para ver’, de esperar o problema acontecer, hoje são conhecedoras dos riscos e se antecipam. Ligam para o 199 e indicam a Codesal para as vistorias. Quando você faz esse tipo de ação, os engenheiros e arquitetos, homens e mulheres da Codesal, identificam o risco e afastam a pessoa daquele risco. Com isso, temos a certeza de que valeu a pena todo o investimento no nosso parque tecnológico, que indica a quantidade de chuva em cada uma das 38 localidades monitoradas, como também com os sistemas de alarme e estações meteorológicas”, afirmou.

Até o final do período chuvoso na capital, previsto para meados de junho, a previsão climática indica que o volume da chuva deve ficar em torno da média histórica (913,3 mm). As situações de risco devem ser comunicadas pela população por telefone, por meio do número  199.

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