Publicado em 09/10/2018 às 15h40.

Inema aceita pedido do MP e nega concessão para nova pista no aeroporto

De acordo com o órgão, obras afetariam gravemente a Área de Preservação Ambiental (APA) Lagoas e Dunas do Abaeté

Redação
Foto: Carol Garcia/ GOV BA
Foto: Carol Garcia/ GOV BA

 

O Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) acatou pedido do Ministério Público Federal e negou a licença de autorização para a construção de uma nova pista de pouso e decolagem no aeroporto de Salvador.

De acordo com o órgão, as obras afetariam gravemente a Área de Preservação Ambiental (APA) Lagoas e Dunas do Abaeté – território que não pertence à unidade aeroportuária. Uma licença de regularização foi expedida e permite que a concessionária, Vinci Airports, faça obras de melhoria da infraestrutura existente.

Em nota a Vinci Airports negou a existência de planos para construção de novas pistas no aeroporto pelos próximos anos, já que recentes intervenções nas existentes garantiram a execução da demanda:

A Concessionária do Aeroporto de Salvador informa que não existe no pequeno e médio prazo a previsão da construção uma terceira pista. O equipamento tem duas pistas – uma auxiliar que acabou de ser reformada e a principal – que atendem bem à demanda do Aeroporto de Salvador pelos próximos anos. Nenhuma delas foi ou tem previsão de ter o comprimento ampliado.

Com a recente obra na pista auxiliar, entregue no início de outubro, ela também passará a receber voos comerciais. Além disso, outros mecanismos podem ser usados para comportar aumentos de fluxo no Aeroporto. 

A VINCI Airports tem uma política ambiental bastante rigorosa e todos aeroportos que integram a sua rede atuam em conformidade com todas as legislações e regulamentações aplicáveis. Quando surgir a necessidade de construir uma outra pista, o projeto atenderá às normas cabíveis e um diálogo será iniciado com a sociedade. 

As obras de ampliação que estão em curso se referem ao Terminal de Passageiros. A expansão de cerca de 20.000m² acontece dentro do terreno atual do Aeroporto, está prevista no Contrato de Concessão e obedece a todas as exigências legais”.