Publicado em 12/07/2019 às 10h10.

Iara Schimmelpfeng: ‘O mercado baiano tem muita oportunidade de crescimento’

CEO da Petrobahia, Iara falou sobre inovação, gestão, carreira e mercado baiano

Daniel Lyra
Iara Schimmelpfeng. Foto: J Gueiros.
Iara Schimmelpfeng. Foto: J. Gueiros.

Com 23 anos de operação, a Petrobahia é uma distribuidora de combustíveis que oferece gasolina, diesel, etanol, Gás Natural Comprimido (GNC) e querosene aos clientes. A empresa é comandada desde 2017 por Iara Schimmelpfeng, que segue na missão de inovar na gestão e de fazer a Petrobahia crescer com recursos próprios.

Enquanto para alguns tocar uma empresa familiar é um desafio, para Iara esse é um fator de motivação ao administrar um negócio, que tem a previsão de faturar mais de R$ 2 bilhões este ano. Ela iniciou a trajetória na empresa em 2007 como estagiária e agora acumula as funções de presidente e diretora de operações da companhia.

Confira o bate-papo da coluna Tipo Assim com Iara Schimmelpfeng.

Como foi a sua trajetória na Petrobahia, das gerências de recursos humanos e negócios até à presidência?

Comecei como estagiária dentro da Petrobahia e passei pelos diversos setores como uma forma de preparação. Transitei pela área comercial e de logística. Fui diretora de operações e superintendente financeira. Então, ascendi à presidência acumulando a diretoria de operações. Foi uma experiência muita boa. Quando você está dentro de casa, o aprendizado é mais natural. Você nasce com a identidade, a alma da empresa.

Você tem alguma dica para jovens e empreendedores que visam cargos de alta gestão em empresas?

Trabalhe muito, se jogue, não perca nenhuma oportunidade. Às vezes dói, mas é importante, faz parte do processo de crescimento. Não tenha medo, vá lá e enfrente.

Na página da Petrobahia na Internet, há um banner comemorativo de 23 anos e o aviso de um site em construção. Quais novidades vêm por aí? Pode adiantar alguma coisa?

A gente fez uma mudança da marca agora em dezembro. Acabamos de passar por um processo de sucessão, em que os sócios-fundadores se afastaram do negócio e a atual gestão está modernizando, trazendo novas perspectivas sobre os produtos e sobre a imagem da empresa, com um pouco mais de leveza e modernidade.

Dentre os produtos oferecidos por vocês, gasolina, diesel, Gás Natural Comprimido (GNC) e querosene, há o etanol. A Petrobahia vai investir mais em combustíveis ecologicamente corretos?

Sem dúvida. Esse é o futuro. Aqui no mercado da Bahia temos levantado essa bandeira junto aos revendedores e incentivado o preço competitivo do Biocombustível frente ao combustível fóssil. Além disso, sugerimos ao governo do estado uma melhor relação entre os tributos. Esperamos que a indústria alcooleira enxergue na Bahia uma oportunidade de se instalar.

Há um reforço no país de que a Bahia só tem vocação econômica para o turismo, sendo que há diversas empresas e mercados aqui. Quais ações você acha que podem diminuir essa imagem?

Eu diria que a Bahia hoje é mais sustentada pelo comércio do que pelo turismo. Sustentada pelo comércio, pelo agronegócio, pela indústria. Há muita mineração, microempresários, a área de criatividade e inovação é também um mercado muito vasto. A Bahia é grande, é quase um Brasil dentro do Brasil. Tem muita coisa que cabe aqui. O turismo é uma parte linda dela, mas não é tudo.

Qual sua expectativa para o mercado baiano nos próximos anos?

O mercado baiano tem muito potencial e oportunidade de crescimento. A gente vem andando de lado com algumas reduções e precisamos voltar a crescer. Agora é a hora da arrancada. Os empresários estão receosos, mas o momento chegou, deste ano não passa.

 

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