Publicado em 29/11/2025 às 08h20.

Adolescente é alvo de operação na Bahia por ameaça, abuso sexual, nazismo e maus-tratos

Jovem de 17 anos é investigado por divulgar dados de policiais e praticar crimes em redes sociais

Raquel Franco
Foto: Ascom/Polícia Civil

 

Um adolescente de 17 anos foi o principal alvo da Operação Heródoto, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na última quinta-feira (27), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O jovem, residente no bairro de Novo Horizonte, é investigado por uma série de condutas graves cometidas em grupos de uma rede social.

O mandado de busca e apreensão domiciliar visa apurar a participação do adolescente em crimes como ameaças de ataques a escolas, apologia e prática de nazismo, induzimento e instigação ao atentado contra a vida de outros usuários, abuso sexual mediado pela internet e transmissão ao vivo de maus-tratos contra animais.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil identificaram que o adolescente também acessou, compilou e divulgou dados pessoais de autoridades policiais que atuam no combate a crimes digitais. Essas informações foram difundidas em comunidades virtuais restritas, colocando em risco a integridade dos profissionais envolvidos, conforme nota da corporação.

Durante a ação, dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à análise. O material poderá ser usado para identificar outros possíveis envolvidos. A Polícia Civil da Bahia ressaltou que a apreensão não apenas interrompe as condutas ilícitas do adolescente, mas também reforça a proteção da comunidade escolar e dos agentes que tiveram seus dados expostos.

O adolescente responde a Autos de Investigação de Ato Infracional. As apurações seguem para a judicialização do caso e a devida responsabilização dos envolvidos.

A Operação Heródoto contou com a participação de equipes da 18ª Delegacia Territorial de Camaçari (Depom), do Departamento de Inteligência Policial (DIP) por meio do CIBERLAB, do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil de São Paulo, do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e do CIBERLAB do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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