Publicado em 28/11/2025 às 19h22.

Médico baiano alvo da PF acusa gigante farmacêutica: ‘Não vou cair’

Gabriel Almeida nega envolvimento em esquema de produção ilegal de Mounjaro

Edgar Luz
Foto: Reprodução/Redes Sociais @drgabrielalmeida

 

Um dia após ser alvo da Operação Slim, o cirurgião-geral Gabriel Almeida reapareceu nas redes sociais para rebater as acusações de participação em um esquema clandestino de fabricação do medicamento Mounjaro.

O médico, que reúne quase 750 mil seguidores no Instagram, publicou vídeos nesta sexta-feira (28) afirmando possuir provas de que a manipulação da tirzepatida, princípio ativo do remédio, é legal no país.

“O dia hoje promete, assim como todos os outros que virão, apesar da atrocidade cometida ontem”, declarou. 

Na sequência, Almeida apontou a empresa Eli Lilly, detentora da patente do Mounjaro, como responsável pela denúncia que desencadeou a investigação. Segundo ele, a farmacêutica teria se incomodado com seu trabalho de ensino.

“Essa empresa grande se incomodou porque hoje eu tenho mais de 8 mil alunos. Eu ensino eles a prescreverem tirzepatida no consultório, de forma legal, e por um preço menor do que o da farmácia. Quando isso acontece, o gigante vem atrás. Mas calma, eu não vou cair. Posso cair dez vezes, levanto onze”, disse o médico.

 

Operação Slim

Na quinta-feira (27), agentes da Polícia Federal cumpriram 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. A ação mirou clínicas, laboratórios e residências ligadas aos investigados e buscou desarticular uma rede acusada de produzir, fracionar e comercializar tirzepatida de forma clandestina.

Os investigadores apontam que o grupo mantinha estrutura de produção em condições inadequadas, com envase, rotulagem e distribuição sem autorização. Há indícios, segundo a PF, de fabricação em escala industrial, algo proibido no âmbito da manipulação magistral.

A defesa de Gabriel Almeida nega qualquer irregularidade. Em nota, afirmou que o médico não fabrica, manipula ou rotula medicamentos e classificou as acusações como “tecnicamente impossíveis”, sustentando que sua atuação se limita à medicina clínica e à docência.

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.