Publicado em 10/12/2019 às 17h37.

MPF cobra R$ 21 bi em ressarcimento de danos e multas da JBS

O Ministério Público Federal de Brasília ajuizou uma ação contra as empresas JBS E J&F e mais 14 pessoas envolvidas com fraudes no sistema do BNDES/BNDESPar

Redação
Foto: Divulgação/JBS
Foto: Divulgação/JBS

 

Uma ação pública, por improbidade administrativa, foi ajuizada pelo Ministério Público Federal de Brasília contra 14 pessoas e as empresas JBS e J&F Investimentos por fraudes no sistema BNDES/BNDESpar com o intuito de favorecendo grupo e facilitar o processo de internacionalização da empresa, em que cobra dos envolvidos R$ 21 bilhões em ressarcimento de danos e multas.

A ação de improbidade foi movida pela equipe da Operação Bulish e envolve os irmão Joesley, Wesley e Júnior Batista, os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, o ex presidente do BNDES Luciano Coutinho e outros pessoas.

Segundo a ação, as irregularidades aconteceram entre os anos de 2007 e 2011 quando o BNDESPar deixou de receber cerca de R$ 144 milhões de ações da JBS e outras operações irregulares que totalizaram em um prejuízo de R$ 4,2 bilhões ao banco público.

Em nota divulgada nesta terça-feira (10), o procurador da República e um dos autores da ação, Ivan Marx, disse que a empresa JBS pagou propinas altos cargos do Governo Federal para que tivesse acesso a investimentos maiores do que o necessário e em sobreavaliações do preço das ações da empresa, além da dispensa indevida da cobrança de juros.

O procuradores pediram a reparação total do dano mais multa de três vezes o valor do prejuízo e ainda o pagamento de danos morais coletivos em valor no mínimo equivalente a mais de R$ 4 bilhões de perdas acumuladas, alcançando o ressarcimento de R$ 21 bilhões.

A ação pede também a condenação das empresas JBS e J&F por atos de improbidade administrativa que levaram os donos a enriquecimento ilícito, violação dos princípios da administração pública e prejuízo erário.

As ações de improbidade, que estão na Justiça Cível, não levam a prisão, mas podem cobrar devolução de recursos e também perda de direitos políticos.

 

 

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