Publicado em 29/10/2018 às 07h35.

Após eleição, STF e PGR chamam Jair Bolsonaro à moderação

Ministro Lewandowski prega “respeito incondicional às instituições; Luciano Mariz Maia, vice-procurador-geral, avisa que nem tudo do seu discurso pode se converter em atos concretos

Redação
Reprodução/Globo News
Reprodução/Globo News

 

Não foram poucos nem velados os recados enviados a Jair Bolsonaro (PSL) logo após a sua eleição. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o STF e a cúpula da PGR fizeram questão de chamá-lo à moderação.

O ministro Ricardo Lewandowski, por exemplo, prega “respeito incondicional às instituições e aos direitos fundamentais, em especial minorias e grupos mais vulneráveis”. Luciano Mariz Maia, vice-procurador-geral, avisa: “Ele será o primeiro a identificar que nem tudo de seu discurso pode se converter em atos concretos”.

Em declaração à publicação paulista, Lewandowski lembrou que, “em tempos de crise, quando os consensos se fragilizam, o abrigo mais seguro para a sobrevivência de todos é a plena adesão ao pacto social representado pela Constituição”.

Diante do passado verborrágico do presidente eleito, Mariz Maia, da PGR, salientou que, “até agora, como deputado, Bolsonaro estava acobertado pelo manto da imunidade, uma garantia do Parlamento, que na democracia é o pulmão que precisa veicular as diversas vozes e tendências”.

PUBLICIDADE

Mais notícias