Publicado em 18/10/2018 às 06h48.

Empresários bancam R$ 12 mi em campanhas ilegais contra PT no WhatsApp

Levantamento do jornal Folha de S.Paulo aponta que a doação de campanha para compra de pacotes de disparos em massa de mensagens pelo app será intensificada na semana anterior ao 2º turno

Redação
Foto: Reprodução/ Isadora Díaz | TechTudo
Foto: Reprodução/ Isadora Díaz | TechTudo

 

Companhias brasileiras como a rede de lojas Havan estão por trás de um investimento ilegal de R$ 12 milhões em campanhas eleitorais contra o PT por meio do WhatsApp, segundo matéria publicada nesta quinta-feira (18) pelo jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com a publicação, as empresas, apoiadoras do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), contratam pacotes de disparos em massa de mensagens por meio do aplicativo e planejam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno.

Os eleitores que recebem os conteúdos fazem parte da base de dados do candidato e de listas adquiridas em agências de estratégia digital que comercializam contatos segmentados por renda e região como a Quickmobile, a Yacows, Croc Services e SMS Market.

O levantamento da Folha aponta que os preços variam de R$ 0,08 a R$ 0,12 por disparo de mensagem para a base própria do candidato e de R$ 0,30 a R$ 0,40 quando a base é fornecida pela agência.

Segundo a legislação eleitoral, a compra de base de terceiros é proibida. Só podem ser atingidas pelas ações de propaganda eleitoral as pessoas que cedem de forma voluntária seus números à equipe do candidato.

PUBLICIDADE

Mais notícias