Publicado em 06/09/2018 às 17h42.

Suspeito de ataque contra Bolsonaro critica ‘direita maçônica’

Minutos depois do ataque, sua página no Facebook foi invadida por apoiadores de Bolsonaro, com xingamentos e até ameaças de morte

Rodrigo Aguiar

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Identificado pela polícia como o autor do ataque contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG), nesta quinta-feira (6), Adélio Bispo de Oliveira acusa a senadora Ana Amélia (PP) – vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin – de “roubar” projetos, faz elogios ao governo Maduro e críticas à maçonaria.

Essas são algumas das postagens feitas por ele em seu Facebook. Além disso, há críticas a Bolsonaro e fotos de protestos contra o presidente Michel Temer (MDB) e em defesa do ex-presidente Lula (PT).

Sobre Ana Amélia, postou: “É ladra de projetos, públicados em rede social, como este face aqui”.

“A partir do minuto 6:00 deste video veja as taticas usadas pela maçonaria para perseguir uma pessoa, difamação da mesma, provocação por um vizinha o outro com som alto para te pertubar, problemas no transito quando vc esta no transito, depredações de um patrimonio seu, escutas telefonicas, grampos em todos os sistemas eletronicos que vc usa, te geram problemas na faculdade no trabalha etc… até vc ficar louco”, escreveu Adélio, no dia 30 de julho.

“Isso é ser comunista, isso é comunismo, mas para a direita maçônica é um crime passivo de fuzilamento”, postou no dia 2 de agosto, ao compartilhar vídeo do venezuelano Nicolás Maduro.

No mesmo dia, Adélio criticou o cantor Johnny Hooker, por puxar um coro de “Jesus é travesti” durante um show. “Isso não é uma afronta a fé cristã??? Se fosse o contrario pela pl 122 condenaria qualquer um que discordar disso”, escreveu.

Minutos depois do ataque a Bolsonaro, sua página no Facebook foi invadida por apoiadores de Bolsonaro, com xingamentos e até ameaças de morte.

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