Publicado em 15/10/2020 às 14h54.

Candidatos a prefeito de Salvador já arrecadaram mais de R$ 6 milhões para campanha

Doações de pessoas físicas somam até agora R$ 30.265,00, segundo dados da Justiça Eleitoral

Alexandre Santos
Montagem: bahia.ba
Montagem: bahia.ba

 

Em uma eleição bancada majoritariamente com dinheiro público, sete dos nove candidatos à Prefeitura de Salvador captaram até agora cerca de R$ 6.017.665,00 para despesas de campanha. Líder de intenções de voto, Bruno Reis é o concorrente com o maior poder econômico diante dos demais postulantes: soma R$ 3.400.000,00 em recursos assegurados pela direção nacional do Democratas.

Em segundo lugar do ranking, Denice Santiago recebeu até agora R$ 915.000,00, entre valores repassados pelo Partido dos Trabalhadores e doações de pessoas físicas. Na sequência, figuram Pastor Sargento Isidório (Avante), com R$ 924.050,00; Olívia Santana (PCdoB), que obteve R$ 590.965,00; e Hilton Coelho (PSOL), cuja sigla disponibilizou R$ 127.705,30 para custear seus gastos.

Com aportes mais modestos, Bacelar (Podemos) informou ter arrecadado R$ 30 mil e Cezar Leite (PRTB), R$ 29.935,00.

Os dados constam nas prestações de contas dos candidatos apresentadas até esta quinta-feira (15).

Celsinho Cotrim (Pros) e Rodrigo Pereira (PCO) ainda não disponibilizaram suas prestações de contas.

No pleito deste ano, as legendas contam com R$ 2 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral.

A verba sai dos cofres do Orçamento da União e é direcionada a candidatos a prefeito e vereador em todo o país. De acordo com TSE, 30% desses recursos devem ser destinados às candidaturas femininas.

A legislação permite que uma pessoa física doe até 10% da renda bruta anual declarada à Receita Federal. Em 2015, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu o financiamento empresarial das campanhas sob o argumento de que a prática desequilibrava a disputa e representava a captura da política pelo poderio econômico.

Segundo o TSE, se as verbas do fundo eleitoral que não forem utilizadas, deverão ser devolvidas ao Tesouro Nacional, integralmente, no momento da apresentação da respectiva prestação de contas.

Pessoas físicas doaram R$ 30.265,00

Entre os prefeituráveis na capital baiana, apenas três comunicaram à Justiça Eleitoral terem recebido dinheiro via doações de pessoas físicas, que totalizam R$ 30.265,00.

Cezar Leite (PRTB) ocupa o topo da lista: contabiliza R$ 16.215,00 repassados por apoiadores. O principal meio de captação do autoproclamado candidato da “direita conservadora” e apoiador de Jair Bolsonaro (sem partido) se assemelha ao utilizado pelo atual presidente, que diz ter sido eleito com R$ 2,8 milhões oriundos somente de doações.

Dos 29.935,00 arrecadados até agora por Leite, R$ 13.720,00 (45,8%) foram direcionados via financiamento coletivo, a popular vaquinha.

Na segunda colocação, a petista Denice Santiago informou ter amealhado R$ 10.000,00 em doações —o equivalente a 1,1% do que tem disponível para campanha.

O Pastor Sargento Isidório (Avante), por sua vez, recolheu R$ 4.050,00 em valores direcionados por apoiadores.

Confira abaixo os valores declarados pelo candidatos a prefeito de Salvador:

Bruno Reis (DEM)
Total de recursos: R$ 3.400.000,00
Origem: verba partidária

Denice Santiago (PT)
Total de recursos: R$ 915.000,00
Origem: R$ 900.000,00/verba partidária e R$ 15.000,00/doações de pessoa física

Pastor Sargento Isidório (Avante)
Total de recursos: R$ 924.050,00
Origem: R$ 920.000,00/verba partidária e R$ 4.050,00/doações de pessoa física

Olívia Santana (PCdoB)
Total de recursos: R$ 590.965,00
Origem: R$ 583.000,00/verba partidária e R$ 7.000,00/doações de pessoa física

Hilton Coelho (PSOL)
Total de recursos: R$ 127.705,30
Origem: verba partidária

Bacelar (Podemos)
Total de recursos: R$ 30.000,00
Origem: verba partidária

César Leite (PRTB)
Total de recursos: R$ 29.935,00
Origem: R$ 16.215,00/doações de pessoa física e R$ 13.720,00/financiamento coletivo

Celsinho Cotrim (Pros)
Prestação de contas não disponível

Rodrigo Pereira (PCO)
Prestação de contas não disponível

A primeira versão do texto informava que o candidato Bacelar (Podemos) não havia disponibilizado sua prestações de contas no site do TSE. Diferentemente do que foi publicado, ele comunicou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 30 mil de verba partidária. A informação foi corrigida.

 

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