Publicado em 17/09/2020 às 11h59.

Neto defende limites para que candidatos façam campanha durante a pandemia

Prefeito participou de reunião com o governador Rui Costa e com o presidente do TRE, Jatahy Júnior nesta quinta

Eduardo Dias
Foto: Matheus Morais/bahia.ba
Foto: Matheus Morais/bahia.ba

 

O prefeito ACM Neto (DEM) se reuniu na manhã desta quinta-feira (17) com o governador Rui Costa (PT) e com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jathay Júnior, para discutir as medidas de prevenção durante a campanha eleitoral na pandemia. Segundo o gestor, houve convergência de ideias entre os presentes, garantindo que deve ser respeitado o decreto estaudal que libera eventos com a presença de apenas 100 pessoas na capital.

“Eu diria que houve convergência de todas as autoridades, no sentido de que as eleições elas são livres e devem acontecer respeitando os preceitos consituicionais de toda liberdade, para que os candidatos possam expor suas ideias e fazer o debate aos seu eleitores. Agora, ficou também consensuado que será fundamental que tenhamos limties. Eu destaquei dois aspectos que acho essencial, de um lado, que os candidatos façam um pacto com a sociedade, especialemnte os de cargo majoritário de prefeito, que na minha opinião tem que fazer uma campanha segura, sem aglomeração e com respeito a vida. Do outro lado, é óbvio que podem existir limites, pois existem um decreto estadual estabelecendo limite de 100 pesoas para as atividades na capital”, disse o prefeito.

No entanto, segundo o prefeito, a fiscalização das atividades de campanha eleitoral na capital não pode ficar a cargo apenas da prefeitura, para evitar interpretações políticas. Segundo ele, a gestão municpal só poderá dar apoio e suporte às ações.

“Essa fiscalização não pode ficar a cargo da prefeitura. Temos como dar apoio e suporte. Imagine, num processo eleitoral, exclusivamente fiscais da prefeitura vão disciplinar esses eventos? Não tem como. Todos sabem a credibilidade que os fiscais da prefeitura têm e autonomia que eu os concedo. Mas num processo político, a última coisa que a prefeitura deseja, é que alguém levante a voz para dizer que estamos cerceando esse ou aquele candidato de fazer campanha. Esse comando do processo de fiscalização não pode ser do município”, pontuou Neto, afirmando que o processo deve ser comandado pela Justiça Eleitoral e que deva haver um pacto entre candidato e sociedade.

“Eu acho que tem que existir um pacto dos candidatos com a sociedade, público e transparente. É preciso que existam normas que limitem as aglomerações e haja uma fiscalização da Justiça Eleitoral”, completou.