Publicado em 01/12/2020 às 08h49.

Vou atuar para que esquerda se una não só na véspera de eleição, diz Boulos

Candidato a prefeito derrotado a prefeito de SP vê fortalecimento do campo progressista, mas desconversa sobre 2022

Redação
Foto: Ricardo Stuckert/PT
Foto: Ricardo Stuckert/PT

 

Guilherme Boulos (PSOL), candidato derrotado no segundo turno da disputa para prefeito de São Paulo, diz que quer trabalhar no plano nacional contra o distanciamento entre os partidos de esquerda.

Isolado em casa por estar com Covid-19, o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que, apesar do fracasso, seu desempenho indica uma tendência de fortalecimento do chamado campo progressista.

“A lição que fica é a da importância da unidade. E acho que a gente vai saber amadurecer”, disse Boulos, que aglutinou em torno de sua candidatura no segundo turno PT, PC do B, PDT, PSB, Rede, PCB e UP.

Ao ser questionado sobre ter assumido um espaço que era do PT, Boulos respondeu: “O PT é um partido com forte enraizamento social no Brasil. Tem a sua capilaridade, precisa ser respeitado. E a unidade que nós pretendemos construir contra o bolsonarismo naturalmente inclui o PT”.

Segundo o líder do MTST, ele ainda não falou com o ex-presidente Lula desde o resultado do pleito. “Vou esperar estar totalmente recuperado da Covid para retomar os contatos políticos, inclusive de agradecimento àqueles que estiveram conosco”, declarou.

Sobre a ideia de disputar a Presidência ou o governo do estado em 2022, Boulos desconversa. “O que essa nossa campanha mostrou é que é possível uma articulação e uma união de figuras de campos de esquerda que estavam afastadas até aqui. Fazer qualquer tipo de debate de nomes, num momento como este, eu não acho que ajude no processo de unidade”, disse ele à Folha.