Publicado em 17/06/2022 às 13h36.

Jerônimo ironiza reajuste dos combustíveis após aprovação do teto do ICMS

"Em um dia estamos discutindo a votação (do PLP) e no outro o preço sobe nas bombas?", questionou o petista

Mattheus Miranda
Foto: Divulgação, PT Bahia
Foto: Divulgação, PT Bahia

 

O pré-candidato ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), lamentou o reajuste no preço dos combustíveis, anunciado nesta sexta-feira (17), pela Petrobrás. Em contato com o bahia.ba, o petista ironizou o fato dos preços terem subido logo após o Congresso aprovar o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/21, que limita em até 17% a alíquota do ICMS.

“Em um dia estamos discutindo a votação (do PLP) e no outro o preço sobe nas bombas? Nós até aguardávamos que fosse para baixo, nem que fosse um centavo, um real, dois reais. Mas não, é o contrário”, ironizou.

Jerônimo afirmou que o Governo do Estado “nunca se furtará a fazer qualquer agenda” que segure, “de fato”, o preço dos combustíveis. Ele sugeriu ainda que a população “fotografe” a bomba de gasolina para comparar com o valor a ser cobrado nos próximos dias.

“Vejam o preço estabelecido hoje e olhem o impacto que terá daqui a, eu ia dizer um mês, mas não é mais um mês, é amanhã, é depois de amanhã. Ao mesmo tempo era bom fotografar o orçamento dos estados e dos municípios hoje e comparar com amanhã e depois de amanhã, porque vai ter esse impacto. Deverá ter um prejuízo muito grande para as políticas públicas como educação, segurança pública e saúde. Nós estamos falando de R$ 5 bilhões. Nós estamos falando de municípios com com prejuízo de um pouco mais de R$ 2 bilhões”, concluiu Jerônimo.

O texto que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis seguirá para sanção presidencial.

A estatal confirmou o reajuste de 5,6% no litro da gasolina e 14,2% no óleo diesel. Os valores, que entram em vigor no sábado (18), se referem aos valores cobrados nas refinarias da companhia. Em nota, empresa alega que a gasolina estava há 99 dias sem aumento e o diesel, há 39 dias.

Com a alteração, o litro da gasolina cobrado pela Petrobras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06. Segundo a petrolífera, a parcela da empresa no preço nas bombas passará de R$ 2,81 para R$ 2,96, em média. Já no diesel, que teve reajuste em 10 de maio, o litro vai pular de R$ 4,91 para R$ 5,61. A fatia da companhia no preço final irá de R$ 4,42 para R$ 5,05, em média.

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