Publicado em 29/03/2022 às 11h26.

Para Rui Costa, eleição na Bahia vai confrontar ‘time de Lula’ e centrão

Para o governador, aliança do PP com ACM Neto "facilitou essa divisão", que, segundo ele, intensifica nacionalização da corrida eleitoral

Adriano Villela / Mattheus Miranda
Foto: Divulgação, Ascom/ACM neto
Foto:Ascom/ACM Neto

 

O governador Rui Costa (PT) avaliou em entrevista coletiva nesta terça-feira (29) que a saída do PP da base do governo, e, na sequência, o ingresso do Progressistas na chapa de ACM Neto (União Brasil), intensificou na Bahia a divisão política nacional. “Com a ida do PP, teremos o centrão de um lado, os bolsonaristas todos de um lado, e tem a turma de Lula do outro. O debate nacional vai se refletir no debate da Bahia e vice-versa.”

Em evento administrativo nas obras do tramo III do metrô, Rui afirmou que “o povo vai escolher em quem votar. Isso vale para deputado, para senador, para governador e para presidente da República”. O chefe do Executivo estadual entende que o episódio do rompimento do antigo aliado – presidido na Bahia pelo vice-governador João Leão – já está superado.

O petista considera que um dos cenários apontados, a candidatura do senador Otto Alencar (PSD) ao governo e a dele para o Senado, “se transformou, me parece, em uma obcessão no PP”. Este desenho político dependeria de Otto aceitar mudar a estratégia eleitoral do PSD e, se ocorresse, daria nove meses de gestão ao vice João Leão. “Cada um tem que cumprir a função que o povo nos deu. Eventual expectativa não poderia e não pode superar essa determinação.”

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