Publicado em 04/10/2022 às 09h02.

PT negocia apoio mútuo com PSDB em São Paulo e no Rio Grande do Sul

Petistas se aliariam a Eduardo Leite na eleição gaúcha e tucanos reforçaram base de Fernando Haddad na disputa paulista

Redação
Fotos: Ravena Rosa/Agência Brasil e  Itamar Aguiar/Palácio Piratini
Fotos: Ravena Rosa/Agência Brasil e Itamar Aguiar/Palácio Piratini

 

Antigos rivais em eleições presidenciais, PT e PSDB podem se unir nas eleições estaduais com vistas a derrotar no segundo turno ex-ministros do presidente Jair Bolsonaro (PL), que concorre no segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa parte de aliados de Lula.

A intenção é convencer o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), a apoiar agora Fernando Haddad. O ex-ministro da Educação petista enfrenta no segundo turno o ex-ministro de Infraestrutura da gestão Bolsonaro, Tarcísio Freitas (Republicanos). Em troca, Edegar Pretto (PT) – que ficou em terceiro e próximo do segundo turno – reforçaria o eleitorado de Eduardo Leite (PSDB) no Rio Grande do Sul. O ex-governador gaúcho concorre no segundo turno com o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL).

O acordo seria estratégico para as duas legendas. Ao PT, por também ter reflexos na definição nacional, e ao PSDB por aproximar a legenda do comando de algum estado. No primeiro turno, os tucanos não ganharam nenhum. Em 30 de outubro, concorre ainda na Paraíba e Pernambuco – locais em que confrontam forte eleitorado lulista – e no Mato Grosso do Sul. Ex-presidente da legenda, Tasso Jereissati já declarou apoio a Lula.

Porém, há feridas a serem cicatrizadas no cenário paulista. Após o resultado do primeiro turno, Haddad declarou que iria procurar o atual governador. Mas o tucano, durante a campanha, disse várias vezes que queria ganhar para não deixar o PT governar.

O PSDB marcou para esta terça-feira (4) uma reunião da Executiva, onde os apoios estaduais e também para presidente da República serão discutidos. O encontro está marcado para às 15h. O movimento mais forte é no sentido de a legenda liberar seus filiados a apoiarem quem quiserem. Fonte: CNN Brasil

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