Publicado em 20/02/2026 às 17h20.

Ex-jogador do Vitória denuncia ataques racistas no futebol do exterior

Atacante relatou ofensas nas redes sociais e pediu que familiares fossem preservados

Redação
Foto: Reprodução / Instagram @denijunior95

 

O atacante Denílson Júnior, conhecido como Denílson Pernalonga e com passagem pelo Vitória, tornou público um episódio de racismo sofrido após partida pelo Ratchaburi FC, clube que defende na Tailândia. O jogador relatou que foi alvo de ataques nas redes sociais e fez um apelo para que as mensagens ofensivas não atingissem sua família.

A repercussão ocorreu depois da classificação da equipe na Champions Asiática 2, diante do Persib Bandung, da Indonésia. Em sequência de publicações, o atleta expôs o teor das mensagens e destacou que os insultos também foram direcionados ao perfil da esposa, Mariany Fonte.

“Por favor, parem de atacar a minha família! Meu Instagram é aberto, e esses racistas o usam para me chamar de macaco, gorila, negro e preto. Eu não me importo e por isso meu perfil é aberto para todos. Mas, por favor, peço que poupem meus filhos e minha esposa. Eles não têm culpa de nada. Parem de atacar a minha família”, escreveu.

No dia seguinte, já em tom mais sereno, Denílson divulgou um posicionamento oficial. O atacante afirmou que o episódio não altera sua trajetória no futebol e reforçou que construiu a carreira com base no trabalho e no respeito.

“Ontem vivi mais um desafio dentro do futebol, mas um daqueles que eu gostaria que não existissem. Os ataques racistas que recebi nas redes sociais após a partida em que conquistamos a classificação para a próxima fase da AFC não me abalam. Não me definem. Sei quem eu sou, de onde venho e tudo o que construí até aqui com trabalho, respeito e dedicação”, completou.

Aos 30 anos, Denílson acumula carreira marcada por passagens em diferentes países. Revelado pelo Fluminense, o atacante atuou pelo Vitória em 2018, quando disputou 27 partidas e marcou 11 gols. O currículo também inclui experiências no futebol europeu, asiático e do Oriente Médio, até chegar ao Ratchaburi, clube que defende desde 2025.

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