Publicado em 18/02/2019 às 06h53.

Segurança acusado de assassinato no Extra foi condenado por agredir ex-companheira

Ele bateu na ex-esposa na frente dos filhos; segundo a PF, Davi não poderia trabalhar como vigilante

Redação
Foto: Reprodução/YouTube
Foto: Reprodução/YouTube

 

O segurança Davi Amâncio, que matou o jovem Pedro Henrique Gonzaga, no supermercado Extra, não poderia estar trabalhando como vigilante. De acordo com informações do programa Fantástico, Davi já foi condenado a três meses de prisão por lesão corporal depois de agredir uma ex-companheira.

Ainda segundo a apuração do programa, a mulher disse que foi agredida com vários socos no rosto na frente dos seus filhos.

Pela lei, a condenação de Davi o impede de trabalhar como vigilante. Ele fez o curso de vigilante em maio de 2017 e foi contratado em dezembro do mesmo ano. A condenação pela agressão saiu dias depois da contratação.

Conforme a Polícia Federal, a documentação de Davi seria revista no curso de reciclagem previsto para maio de 2019. A PF afirma que não tem como saber que algum vigilante foi condenado neste intervalo.

Davi permanece na empresa, mas foi afastado enquanto a investigação apura o que aconteceu. Ele foi solto depois de pagar fiança de R$ 10 mil e deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A polícia tem 30 dias para concluir a investigação.