Publicado em 22/05/2019 às 14h00.

Após reforma da Previdência, governo quer avançar em privatizações

Ministro da Economia afirmou que as mudanças vão travar gastos com juros da dívida

Agência Brasil
Foto: José Cruz / Agência Brasil
Foto: José Cruz / Agência Brasil

 

Após a aprovação da reforma da Previdência, o governo vai acelerar as privatizações para travar despesas com juros da dívida, anunciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quarta-feira (22). Guedes compareceu à palestra de abertura do seminário “Previdência: por que a reforma é crucial para o futuro do país?”, organizado pelos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas.

Segundo o ministro, com a reforma, os investimentos vão voltar a crescer, devido à previsibilidade para a economia de duas décadas. Assim, de acordo com Guedes, o país poderá crescer entre 2,5% e 3,5% por ano.

O ministro disse que as duas grandes despesas do país atualmente são com a Previdência, em cerca de R$ 750 bilhões, este ano, e os juros, em torno de R$ 350 bilhões. Para conter estas despesas, Guedes afirmou que fará privatizações.

De acordo com ele, a meta é gerar US$ 20 bilhões em receitas com as privatizações, sendo que o governo já gerou mais de US$ 11 bilhões. A maior parte são de concessões.

Cirurgia

O ministro comparou a reforma da Previdência a uma cirurgia, que ninguém gosta de fazer, mas é necessária. Paulo Guedes argumentou que a medida é necessária devido ao envelhecimento da população, com menos jovens no mercado de trabalho contribuindo no futuro, por haver privilégios no sistema atual, e por considerar que a forma de financiamento é uma “bomba-relógio”.

Guedes reafirmou, ainda, que será necessário aprovar a reforma com economia de, pelo menos, R$ 1 trilhão, para que se possa implementar o sistema de capitalização para os jovens que entrarem no mercado de trabalho.

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