Publicado em 01/11/2016 às 20h00.

Concorrência vai definir se preço do GLP aumenta, diz Sindigás

De acordo com entidade que representa as distribuidoras, cabe à concorrência conter o preço do produto, depois que a Petrobras reviu os contratos de fornecimento

Fernanda Nunes / Estadão Conteúdo
Gás de cozinha puxa a inflação de setembro em Brasília  Cruzeiro, Brasília, DF, Brasil 13/10/2015 Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília   Com variação de 19,23% no valor do botijão, o gás de cozinha contribuiu diretamente para o aumento da inflação no Distrito Federal em setembro.
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

 

Representante das distribuidoras de GLP, conhecido popularmente como botijão de gás, o Sindigás afirma que caberá à concorrência conter o preço do produto, depois que a Petrobras reviu os contratos de fornecimento e passou a cobrar das distribuidoras pelo uso da infraestrutura logística. “É muito cedo para avaliar que esse movimento vai causar impacto nos preços ao consumidor. Mas o consumidor tem o poder de negociação. Se quiser, muda até de marca”, afirmou o presidente do sindicato, Sérgio Bandeira de Mello.

Com a revisão de contratos de fornecimento às distribuidoras, o preço do combustível ficou mais caro a partir desta terça-feira (1º). Para o consumidor final, nada mudou até agora. Qualquer movimentação vai depender da decisão das distribuidoras e dos revendedores. Segundo a estatal, a variação média de preços foi de R$ 0,50 por botijão de 13 quilos, modelo tradicionalmente usado nas residências.

Mas, segundo especialistas que prestam consultoria para distribuidoras, na região Nordeste do país, mais distante das refinarias da Petrobras e também mais dependente da infraestrutura de transporte, a variação de preço imposta pela estatal chegou a R$ 1 por botijão. O aumento foi diferenciado para cada empresa, dependendo do uso dos tanques e dutos da Petrobras. Quanto maior a utilização, maior o preço.