Publicado em 27/07/2017 às 08h33.

Filantrópicos, uma vida dura, com as bênçãos de Ivete Sangalo e Gilmelândia

Os três grandes hospitais 100% SUS, o Aristides Maltez, o Irmã Dulce e o Martagão Gesteira, enfrentam dificuldades

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada.”
Edmund Burke, filósofo irlandês (1729-1797)

Foto: Divulgação
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A Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos festeja amanhã na Pupileira (sede da Santa Casa da Bahia, em Nazaré) os seus 30 anos, segundo o presidente da entidade, Maurício Dias, para lembrar “uma história de lutas e conquistas, mais lutas”.

Maurício diz que um balanço sobre a situação dos filantrópicos na Bahia mostra que o segmento sofre indistintamente.

Os três grandes hospitais 100% SUS, o Aristides Maltez, o Irmã Dulce e o Martagão Gesteira, enfrentam dificuldades, mas contam com acenos da sociedade, de artistas como Ivete Sangalo, Saulo e principalmente Gilmelândia, que ajudam e muito.

Os mesclados, como o Português e o São Rafael, compensam as perdas com a tabela do SUS defasada com outras receitas, como os planos de saúde.

— O problema se concentra pesado nos pequenos, os do interior, cujos planos de saúde são restritos a uns poucos funcionários públicos ou de bancos. Esses penam. Disso resulta que de 108 só restam hoje 64.

Uns fecharam e alguns abrigaram outras bandeiras, como o de Miguel Calmon, que está com o Hospital Português, e o de Itapetinga, com a Fundação José Silveira.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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