Publicado em 20/12/2017 às 11h20.

Impasse político pode barrar população de Conquista em policlínica

Nesta terça-feira (19), o prefeito da cidade, Herzem Gusmão, não compareceu a um encontro do governador Rui Costa com prefeitos da região para debater a unidade

Alexandre Galvão
Foto: Divulgação/GOVBA
Foto: Divulgação/GOVBA

 

Por meio de sua assessoria de comunicação, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) afirmou ao bahia.ba que, caso o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (PMDB), não assine o contrato da policlínica regional, a população da terceira maior cidade do estado não poderá utilizar os serviços da unidade de saúde.

“Como são unidades de saúde através do rateio, ele só participa se aderir. Se não fizer isso, a população da cidade vai ficar prejudicada”, afirmou a assessoria da pasta. A Sesab indicou ainda que a policlínica será construída em Conquista, mesmo que o município diga não ao ingresso no grupo. “O terreno é do Estado e não da prefeitura. Isso não interfere em nada”, informou.

Nesta terça-feira (19), Herzem não compareceu a um encontro do governador Rui Costa (PT) com prefeitos da região para debater o assunto.

A ausência foi vista como mais um ato de ataque do peemedebista ao petista e ao projeto. Ao Blog do Anderson, Herzem elencou “exigências” para a instalação da unidade de saúde, que é disputada quase que aos tapas por prefeitos do Estado.

“Seja bem-vinda a policlínica do governador. Agora é o seguinte, governador: pague primeiro a barragem [do Catolé] para a gente acreditar que você vai implantar essa policlínica. Pague a barragem, pague também a Casa de Acolhimento de Internação da Criança, pague o que está devendo a Conquista, o que você vem prometendo há muito tempo para depois sair com essa história”, disse o prefeito.