Publicado em 20/02/2018 às 10h13.

Neto ataca segurança pública na Bahia, mas rejeita intervenção federal

“A segurança pública vai muito mal. O governo do estado, nestes 12 anos do PT, perdeu a guerra para o crime organizado”, criticou o prefeito de Salvador

Rodrigo Daniel Silva / Rodrigo Aguiar
Foto: Bahia.ba/Alexandre Galvão
Foto: Bahia.ba/Alexandre Galvão

 

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), voltou a atacar, na manhã desta terça-feira (20), a segurança pública na Bahia, mas rejeitou a hipótese de uma intervenção federal, como ocorre no Rio de Janeiro.

Em entrevista ao bahia.ba, o democrata avaliou que o estado sulista vive uma “situação extremada”, que é diferente do “resto do Brasil”. Por essa razão, para ele, “houve justificava para essa intervenção constitucional”.

“A segurança pública da Bahia vem perdendo a guerra para o crime organizado. Os números são muito contundentes e falam por si. Agora, eu acho que Rio de Janeiro vive hoje uma situação extremada se comparada com o resto do Brasil, e por isso mesmo houve uma justificativa para essa intervenção constitucional”, afirmou, após a assinatura de contratos para entrega de unidades habitacionais do programa “Minha Casa, Minha Vida”, na Faculdade Unopar, no Parque Bela Vista.

“Agora, não acho que seria o caso de aplicar a mesma medida, neste momento, na Bahia. O que não quer dizer que as coisas vão bem, porque não vão. A segurança pública vai muito mal. O governo do estado, nestes 12 anos do PT, perdeu a guerra para o crime organizado. Permitiu que a Bahia se torna-se palco de cenários lamentáveis, que não se via no passado. Agora, tudo isso se corrige no voto, no dia 7 de outubro, nas urnas, porque a situação aqui é diferente do Rio de Janeiro”, acrescentou.