Publicado em 18/05/2017 às 09h59.

Temer e Aécio: Neto prega cautela, mas admite ‘situação bastante grave’

“É difícil antecipar uma opinião definitiva sobre os fatos sem antes conhecer o conteúdo do que foi delatado pelo proprietário da JBS”, diz prefeito de Salvador

Evilasio Junior
Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados
Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados

 

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), pregou “cautela” ao comentar o escândalo revelado pelo jornal O Globo, a partir de delações dos donos da JBS, que implicam o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio Neves (PSDB), cujo afastamento do mandato foi requerido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o democrata, é necessário ter acesso ao conteúdo das gravações e conhecer os fatos com mais profundidade, antes de ser feito um “prejulgamento”. “Primeiro, é importante nesse momento ter cautela para que se possa saber exatamente o que é que consta nessa última delação que foi divulgada no dia de ontem. Se alguém disser que a situação não é grave e preocupante, vai estar faltando com a verdade. É claro que nós estamos diante de uma situação bastante grave. Agora é difícil antecipar uma opinião definitiva sobre os fatos sem antes conhecer o conteúdo do que foi delatado pelo proprietário da JBS. […] O fato é que não se pode desconsiderar que há um agravamento da crise política no país, que as denúncias são graves, mas é difícil antecipar juízo de valor”, disse o gestor soteropolitano, durante o lançamento do projeto Transparência e Controle Social – Cidadania em Ação, na Escola Municipal Hildete Lomanto, no bairro do Garcia.

Aliado de Temer e Aécio, Neto diz ter conversado com interlocutores de Brasília tanto na noite anterior, quanto na manhã desta quinta-feira (18). Perguntado pelo bahia.ba se achou exagerada a decisão do STF de afastar o senador, o prefeito negou conhecer “os elementos que fundamentaram” a medida, mas disse que a determinação “tem que ser acatada”.

Sobre o seu correligionário Ronaldo Caiado, senador do DEM de Goiás, que defendeu a renúncia imediata de Temer, ACM Neto não quis arriscar apoio ou oposição à declaração: “Não posso estabelecer qualquer tipo de censura ao meu colega de partido”.

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