Publicado em 13/04/2019 às 17h33.

Ação que fuzilou músico no RJ foi ‘uma bobeada’, diz general Augusto Heleno

"E os soldados, se aconteceu, não estavam preparados", declarou o ministro chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional)

Redação
Foto: Fábio Rodrigues/Agencia Brasil
Foto: Fábio Rodrigues/Agencia Brasil

 

O general da reserva do Exército Augusto Heleno, ministro chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), defendeu na manhã deste sábado (13) a referência feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), para quem “o Exército não matou ninguém” na ação em que militares dispararam 80 vezes contra um músico negro que estava em um carro com a família, no Rio de Janeiro.

“Tudo indica, pelas circunstâncias, que foi uma bobeada. O próprio ministro da defesa disse que foi lamentável. Não teve o inquérito ainda. Vamos aguardar o inquérito”, disse Heleno, segundo o portal UOL.

O general também afirmou que o comandante deu “uma bobeada”. “E os soldados, se aconteceu, não estavam preparados”. Questionado sobre o assunto, o ministro afirmou: “Você está dizendo que eles [Exército] mataram com 80 tiros um inocente. Está sendo apurado. Foi completamente errado. Isso não é uma atitude do Exército normal. Aconteceu”.

Heleno também saiu em defesa de Bolsonaro. “Mais uma distorção dos jornalistas que não estão preparados para cobrir o presidente da república. O que ele disse foi o seguinte: o Exército não matou ninguém, o Exército é uma instituição que respeita profundamente os valores humanos e nunca matou ninguém. Quem matou, se aconteceu de alguém morrer na operação, foi alguém que o Exército vai responsabilizar pela morte”, disse. “Quererem imputar ao Exército a morte é completamente incoerente com tudo o que acontece no mundo. Quando acontece uma morte numa empresa, não é a empresa que matou. Tem que procurar onde é que teve a falha, para corrigir e alguém vai pagar por isso”, complementou.