Publicado em 15/02/2019 às 13h20.

Barreiras: ação do MP resulta em retirada de crianças que viviam na rua

Uma das crianças chegou a ter a perna amputada após ser atropelada perto de onde vivia

Redação
Foto: Barreiras/Ascom
Foto: Barreiras/Ascom

 

Na cidade de Barreiras nove crianças viviam em situação de rua tendo uma ponte, às margens do Rio Grande e da BR 242, como moradia. A situação, comunicada pelo Conselho Tutelar de Barreiras ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), chamou a atenção do promotor de Justiça Márcio Guedes, que ao visitar o local e constatar a vulnerabilidade das crianças, ingressou com uma ação de suspensão do poder familiar dos pais para que as crianças fossem retiradas do local e acolhidas temporariamente em um abrigo.

No local, as famílias dividiam o espaço com animais, bebidas alcoólicas, fezes, sujeira e risco emitente à segurança.  Em dezembro, uma criança de apenas 3 anos, perdeu a perna direita ao ser atropelada nas mediações da ponte, enquanto sua mãe lavava roupas no rio.

O juiz Ricardo Costa e Silva, atendeu o pedido do MP, e determinou a retirada de 5 irmãos do local. Sendo que durante a ação outras 4 crianças que viviam no local também foram acolhidas e levadas ao Lar de Emmanuel, que localizado no município. A determinação foi cumprida com o apoio de policiais e bombeiros militares, conselheiros tutelares, assistentes sociais e psicólogos.

A medida de suspensão do poder familiar, segundo a decisão do juiz, foi deferida com a finalidade de “resguardar a integridade física e psicológica das crianças”. Ele determinou, ainda, que o acolhimento fosse feito no Lar de Emmanuel e que as crianças estudem e recebam acompanhamento especializado. O promotor de Justiça Márcio Guedes visitou o abrigo e constatou que as crianças estão bem acolhidas. Completou ainda que as mesmas “recebem a visita dos pais, e a tendência é que retornem para suas famílias, sob a condição de que não voltem a morar embaixo da ponte”, afirma Guedes.

Temas: justiça , mpba