Publicado em 05/12/2017 às 16h15.

Kátia Vargas: Últimas testemunhas de acusação confirmam colisão

Antes da última testemunha de acusação concluir sua fala, tanto a ré quanto Marinúbia Gomes, mãe das vítimas, deixaram o Salão do Júri, no Fórum Ruy Barbosa

Clara Rellstab / João Brandão
Advogados reclamam de juízes que, sob alegação de trabalharem em casa, não comparecem no Fórum Ruy Barbosa (Foto: Wikipedia)
Foto: Wikipedia

 

As duas últimas testemunhas de acusação do julgamento da médica Kátia Vargas, acusada de matar os irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes, em outubro de 2013, foram ouvidas na tarde desta terça-feira (5), após o intervalo para almoço determinado pela juíza Gelzi Souza. Ambas afirmaram que a moto na qual os irmãos estavam foi atingida pela lateral esquerda do carro da médica.

O engenheiro de som Denilson Silva Souza afirmou que, no dia do acidente, fazia um serviço no Hotel Othon, em Ondina. Por volta das 8h, quando ele chegava ao local, ouviu “um barulho muito alto” de um carro em alta velocidade. “Quando passou por mim, vi que era uma mulher. Nisso ela encostou e empurrou a moto. Eu estava a uns 40, 50 metros, estava na sinaleira”, disse.

“Foi muito rápido e o carro veio desenvolvendo uma velocidade muito rápida. Sabe quando um leão vem correndo pegar a presa? Foi a impressão que eu tive”, declarou o engenheiro de som.

Denilson acrescentou que só prestou depoimento três dias depois do episódio, após assistir a mãe de Emanuel e Emanuelle em um telejornal, apelando que quem tivesse visto o acidente procurasse as autoridades: “Pesou a consciência”.

O promotor Davi Gallo afirmou que, segundo as imagens de reprodução do dia, a testemunha estava a uma distância de 110 metros do poste onde a suposta colisão aconteceu.

Ao responder se havia se equivocado sobre o local onde estava quando viu o acontecido, Denilson foi sucinto: “Não posso dizer que me equivoquei porque não calculei. Era a minha sensação, mas não tenho como precisar. Se o senhor está dizendo, então é”.

A última testemunha de acusação, Felipe Martins de Almeida Souza disse que, no dia do ocorrido, havia deixado a esposa no trabalho e retornava no sentido Barra. “Pude presenciar um carro atrás da moto em alta velocidade. O carro se chocou com a lateral e a dianteira da moto”, narrou. Ele acrescentou que chegou a se dirigir aos irmãos para tentar ajudá-los, mas as vítimas já não respiravam.

Questionado pelo promotor se havia alguma dúvida sobre a colisão do carro com a moto, a testemunha respondeu que a batida ocorreu “pela lateral”: “Com certeza o carro tocou na moto”.

Antes da última testemunha de acusação concluir sua fala, tanto a ré quanto Marinúbia Gomes, mãe das vítimas, deixaram o Salão do Júri, no Fórum Ruy Barbosa.

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