Publicado em 09/01/2019 às 10h21.

‘Jamais recusaremos ajuda aos que precisam’, diz Bolsonaro após saída do pacto da ONU

Presidente afirma que a defesa da soberania nacional foi uma das bandeiras de campanha e será prioridade do governo

Redação
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Um dia após o governo confirmar às Nações Unidas que o Brasil deixará o Pacto Global sobre Migração , o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou no Twitter que o país não vai recusar “ajuda aos que precisam”, mas defendeu critérios para a entrada de imigrantes.

“Jamais recusaremos ajuda aos que precisam, mas a imigração não pode ser indiscriminada. É necessário critérios, buscando a melhor solução de acordo com a realidade de cada país. Se controlamos quem deixamos entrar em nossas casas, por que faríamos diferente com o nosso Brasil?”

Segundo o capitão da reserva, a soberania nacional foi uma das bandeiras de sua campanha e será prioridade do governo. Ele garante que as regras a serem definidas irão trazer mais segurança.

“A defesa da soberania nacional foi uma das bandeiras de nossa campanha e será uma prioridade do nosso governo. Os brasileiros e os imigrantes que aqui vivem estarão mais seguros com as regras que definiremos por conta própria, sem pressão do exterior”, escreveu.

O pacto da ONU não cria obrigações legais para os países signatários e, portanto, não impõe mudanças nas legislações nacionais. O Brasil aprovou em 2016 uma nova Lei de Imigração, em substituição ao Estatuto do Estrangeiro, que era uma herança do regime militar.

O Pacto Global para a Migração foi ratificado por 152 países-membros da ONU em dezembro, incluindo o Brasil. Antes da posse, a equipe de Bolsonaro já havia anunciado que iria retirar o Brasil do pacto. Na terça-feira, o governo confirmou em telegrama enviado às missões brasileiras nas sedes da ONU em Nova York e em Genebra que deixará o acordo.

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