Publicado em 11/01/2019 às 19h00.

Na Casa Branca, faltam funcionários e as contas não estão sendo pagas

Problemas decorrem da paralisação do governo federal, que suspendeu salário de servidores

Redação
Foto: Nicholas Kamm/AFP
Foto: Nicholas Kamm/AFP

 

No final do ano passado, quando a paralisação parcial do governo dos EUA passou a vigorar, o presidente Donald Trump se admirou por ficar sozinho na Casa Branca por quase uma semana, aquecido pelo bom humor de guarda fortemente armados.

“Eu acenava para eles”, comentou o presidente logo após o Ano Novo. “Nunca na vida vi tantos sujeitos com metralhadoras. Homens do Serviço Secreto e das forças armadas. São pessoas ótimas.”

A história do Natal passado por Trump sozinho, como em “Esqueceram de Mim”, endureceu e virou um impasse que já dura 20 dias, enquanto as relações entre sua administração e o Congresso devido à sua exigência de US$ 5 bilhões para construir um muro na fronteira vão esfriando mais e mais.

A Casa Branca deixou de pagar sua conta de água. Alguns funcionários responsáveis por tarefas burocráticas como ajudar seus chefes a operar as fotocopiadoras estão de licença sem vencimentos. Suas mesas de trabalho estão vazias.

E, segundo a Folha, os agentes do Serviço Secreto que tanto impressionaram o presidente, incluindo os que verificam documentos de identidade e controlam a entrada e saída de carros pretos pelos portões que cercam o complexo, estão todos trabalhando sem vencimentos. Ninguém do Serviço Secreto está sendo pago, segundo um funcionário da agência.

Mesmo sem receber seus salários, disse a agência, “os funcionários que realizam trabalho emergencial que envolve a segurança da vida humana ou a proteção de bens –a maior parte da força de trabalho do Serviço Secreto— precisam continuar a apresentar-se para trabalhar.”

Com cerca de 800 mil funcionários federais deixando de receber seus salários, os efeitos nocivos desta paralisação parcial atingem todos os cantos do país –até mesmo a Casa Branca, onde frequentemente se vê pouca solidariedade para com as pessoas cujo trabalho mantém Washington funcionando.

Apenas 156 dos 359 funcionários em tempo integral da mansão executiva podem continuar a apresentar-se para trabalhar, segundo um plano de contingência do governo, porque seu trabalho é considerado essencial.

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