Publicado em 13/03/2018 às 11h05.

A estratégia do PT é marchar com Lula até a boca da urna, diz Jonas

O ex-presidente do PT baiano e um dos coordenadores da campanha de Lula, diz que ‘não há plano B e nem tem não dando Lula, quem será’

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Em toda a adversidade do destino, a condição que gera mais infelicidade é o fato de se ter sido feliz”
Boécio, filosófo romano da antiguidade (480-524).

Foto: Ricardo Stuckert/PT
Foto: Ricardo Stuckert/PT

 

A presença de Lula depois de amanhã em Salvador, no Fórum Social Mundial, quando será protagonista de um ato público nacional, integra a estratégia do PT de manter a candidatura a presidência dele até o fim.

Jonas Paulo, ex-presidente do PT baiano e um dos coordenadores da campanha de Lula, diz que ‘não há plano B e nem tem não dando Lula, quem será’.

— Lula é o líder em todas as pesquisas e o que está em jogo é o destino do Brasil do ponto de vista da esquerda, como a entrega do pré-sal, da Eletrobras e por aí. Só o Lula pode evitar isso.

Mandela brasileiro

Diz Jonas que em caso de Lula ser impugnado o PT tem até 16 de setembro, 20 dias antes das eleições, para decidir o que fazer.

E se Lula for preso:

— Eles estão querendo fazer um novo Mandela.

Ou seja, se Lula for preso, tanto faz, a estratégia petista é sustentar a candidatura mesmo assim, já que a lei brasileira não impede candidaturas em tais casos (não há precedentes).

Um nome que surgiu como opção petista é o do governador do Piauí, Wellington Dias, apontado como um dos melhores quadros do partido. Já foi governador duas vezes e agora, no terceiro mandato, é candidato à reeleição na condição de franco favorito.

Mas o baiano Jaques Wagner lembra que Wellington está praticamente fora:

— Se ele for candidato terá que renunciar ao governo agora em abril. Não vai.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.