Publicado em 09/01/2019 às 16h27.

APLB condena mudança em livros didáticos: ‘Retrocesso político’

Com a medida da gestão Bolsonaro, passam a ser liberados pelo governo que as obras didáticas contenham erros

Juliana Almirante
Foto: Matheus Morais/Bahia.ba
Foto: Matheus Morais/Bahia.ba

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, classificou a alteração nos livros didáticos que serão distribuídos no próximo ano pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) como “um retrocesso político”.

Com a medida da gestão federal, passam a ser liberados pelo governo que as obras didáticas contenham erros. Também não será mais obrigatório condições como: apresentar referências bibliográficas; que sejam respeitadas, em ilustrações, a diversidade étnica brasileira; além da abordagem da não-violência contra mulher.

“Eu entendo que estamos vivendo no século 18. O governo Bolsonaro é um retrocesso social, político, moral e ético. Na sua cegueira política, que diz que tem que varrer ideologia. A ideologia dele, fascista e retrógrada, quer depurar de qualquer jeito que a sociedade brasileira contemporânea tome conhecimento e discuta questões concretas da sociedade, como a diversidade nessa seção de gênero. Ele fazer assepsia em tudo que for de direito do estudante e se apropriar do conhecimento, com conivência de poderes constituídos”, avaliou Rui Oliveira.

Para o presidente da APLB, é “um absurdo” que o governo do presidente tenha intenção de “impor sua ideologia e cercear direito através do direito ao livro didático ou qualquer instrumento à disposição dos educandos e educadores, no sentido de tentar coibir e dizer que vai acabar qualquer debate com esse conteúdo”. “Nós estamos atentos, estamos tomando providências, vamos resistir. Esperamos que a sociedade possa garantir pleno direito da cidadania”, defendeu.

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