Publicado em 16/10/2017 às 08h45.

Rui e Neto na briga de 2018: se tudo for como vai, é isso aí

Uma selfie da cena política baiana no momento, a pedidos

Levi Vasconcelos
Foto: Mateus Pereira/GOVBA
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

 

A esta altura do campeonato em 2013, um ano antes das eleições, Jaques Wagner, governador, ainda costurava um nome entre cinco pretendentes, Rui Costa no meio, e na outra banda, Paulo Souto e Geddel também ainda disputavam a cabeça da chapa.

Wagner, que em 2006 já foi guinado ao topo na sombra de Lula, guinou Rui já ancorado em Dilma, líder nas pesquisas.

Souto ganhou a ponta no outro lado, com as bençãos de ACM Neto e a aliança com Geddel. mas sem referências federais, tanto que botou o caso Dalva Sele, um suposto canal de desvio de dinheiro petista em primeiro plano, na tentativa de estadualizar a peleja, já que na banda federal não dava.

Deu Rui com Wagner, Dilma e Lula.

Agora temos os dois sem referências federais. Rui na sombra do que resta de Lula, mas no governo, bem avaliado, com a máquina na mão, mais ainda num ano de dinheiro curto para a campanha.

E Neto será candidato? Será. Nada a perder. No mínimo estará pavimentando caminho para o futuro. E também não tem outro nome. Se não houver turbulências outras o cenário a se configurar é esse.

Fala Joaci

Joaci Góes, tucano que foi o candidato a vice de Paulo Souto em 2014, anti-petista ostensivo, avalia que Rui Costa é o melhor gestor que o PT já produziu, não só na Bahia, mas em nível nacional:

— Se ele sair do PT, ganha a eleição. Se não…

Bruno na fila

Desde o início do mandato ACM Neto deu todas as dicas e poderes ao vice e velho amigo, Bruno Reis. Bruno é do PMDB e foi indicado por Geddel, mas ele próprio dá o tom.

— Todo mundo sabe minha história e a quem sempre fui ligado.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é Jornalista político, Diretor de Jornalismo do Bahia.ba, e titular da Coluna Tempo Presente do Jornal A Tarde.