Publicado em 30/05/2019 às 16h43.

Votação de projeto ‘Built to suit’ será prova de fogo para Paulo Magalhães Jr.

Oposição deve obstruir a votação e a bancada do governo pretende emendar o projeto em plenário

Breno Cunha
Foto: Reprodução / Instagram
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O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, Paulo Magalhães Jr., passará pela prova de fogo na próxima quarta-feira (05), quando o polêmico projeto “Built to suit” irá a plenário após passar pelas comissões de Constituição e Justiça, Orçamento e temática.

A matéria permite que o locador de um imóvel possa investir dinheiro nele para atender às necessidades previamente identificadas pelo locatário.

No texto, o Executivo estabelece que a administração pública poderá firmar contratos de locação de imóveis sob medida por dispensa de licitação. Além disso, o prazo de vigência do contrato poderá ser de até 30 anos.

A oposição deve obstruir a votação e a bancada do governo pretende emendar o projeto em plenário, a exemplo do que foi feito com o Estatuto de Igualdade Racial, nesta quarta (29).

Por causa disso, alguns dos principais líderes de Neto na Casa ficaram preocupados com uma questão de ordem feita por José Trindade questionando se o regulamento da Câmara permite emendas sem consenso feitas em plenário.

O vereador Edvaldo Brito (PSD), por exemplo, chegou a argumentar que poderia pedir vista.

Paulo Magalhães Jr. tem sido questionado nos bastidores por colegas e também por integrantes do Palácio Thomé de Souza. Sua forma “preguiçosa”, como alguns assessores da Prefeitura qualificam, de conduzir as tratativas tem deixado o próprio prefeito ACM Neto incomodado.

O Palácio encara a votação do “Built to suit” como decisiva, segundo apurou o bahia.ba, já que não quer modificações da oposição no texto.

Nesta quarta, durante a votação do Estatuto, Paulo não conseguiu convencer os pares a retirar uma emenda polêmica que quase impediu a votação da matéria. E só passou a se mexer após o recado do presidente Geraldo Jr.

No mês passado, chamou atenção sua dificuldade para derrubar a sessão após uma operação da Polícia Federal na Secretaria de Saúde ser alvo da oposição. Dias depois, foi surpreendido com a denúncia de uma licitação milionária feita por Carlos Muniz. “Dormiu no ponto”, disse um colega governista à reportagem, na época.

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