Publicado em 07/10/2017 às 10h30.

Youssef ‘usou cunhada com retardo mental’ para desvios, diz juiz

O doleiro da Lava Jato foi condenado a 5 anos de prisão pelo desfalque de R$ 15 milhões na prefeitura de Maringá (PR)

Redação
Foto: Divulgação
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O doleiro Alberto Youssef, da Operação Lava Jato, “usou uma cunhada, com retardo mental”, para promover desvios na Prefeitura de Maringá, no interior do Paraná, afirmou o juiz Joaquim Pereira Alves, da 3.ª Vara Criminal da cidade.

Youssef foi condenado a 5 anos, 1 mês e 20 dias por “apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio” (violação reiterada 25 vezes ao artigo 1º, inciso I, do Decreto Lei nº 201 de 1967).

“Conforme demonstrado nos autos, Alberto Youssef utilizava de ‘laranjas’ para efetuar as movimentações financeiras ilegais, sendo que dentre essas pessoas figurava até mesmo sua irmã, Olga Youssef. Insta registrar que, o acusado Alberto Youssef se aproveitou do fato de sua cunhada, a denunciada Cristina (falecida), que possuía retardo mental, para lhe repassar uma procuração com poderes para realizar movimentações bancárias”, declarou o juiz na sentença.

A condenação foi revelada pelo site Maringá Post. Nesta ação, Youssef teve extinta a punibilidade pelo crime de associação criminosa. Neste processo, o Ministério Público do Paraná apontou desvios de R$ 15.425.175,17 na Prefeitura de Maringá entre 1993 e 1996, durante a segunda gestão do prefeito Said Felício Ferreira.

As fraudes, segundo a Promotoria, eram feitas “por meio da emissão de cheques, sacados da conta corrente do município de Maringá, em nome da Caixa Econômica Federal” em nomes de “laranjas”.

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