Publicado em 04/04/2018 às 21h20.

Novo centro de atendimento à mulher vítima de violência é inaugurado

Unidade está localizada na região do Subúrbio, localidade que apresenta o maior número de registros de violência contra as mulheres

Redação
Foto: Valter Pontes/SECOM
Foto: Valter Pontes/SECOM

 

As mulheres da capital baiana ganharam mais um espaço para enfrentar a de violência. O Centro de Atendimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce, localizado na Rua Lélis Piedade, na Ribeira, foi inaugurado durante a tarde desta quarta-feira (4) pelo prefeito ACM Neto e pela titular da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Taissa Gama.
De acordo com Taissa Gama, a região do Subúrbio é aquela que mais apresenta registros de violência contra as mulheres. “Por isso esse centro era tão importante dentro dessa política da Prefeitura de criar uma rede de proteção e amparo psicossocial, inclusive para aquelas que são mães. Hoje Salvador é referência nesse tipo de atendimento em todo o país. E, por isso, as mulheres estão cada vez mais procurando a Prefeitura em busca de auxílio”, declarou.
Funcionamento – O novo centro é um espaço não sigiloso que pode acolher mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, como também aquelas egressas do tráfico de pessoas que não estejam em risco iminente de morte, acompanhadas ou não de filhos de 0 a 12 anos. O abrigo provisório deve garantir a integridade física e emocional dessas mulheres, bem como realizar diagnóstico da situação em que elas se encontram, a fim de encaminhamentos futuros.
O imóvel possui 450 m² de área construída e conta com recepção, quatro salas de atendimento, quatro sanitários, três quartos, brinquedoteca, biblioteca, sala para grupo terapêutico, sala de TV, copa, cozinha, área de serviço, administrativo, dois almoxarifados, salão para oficinas, espaço para ginástica, parque infantil e horta. Serão ofertados no espaço serviços vinculados às atividades de Centro de Referência Loreta Valadares, que têm como objetivo atender à mulher em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, sem discriminação, com trabalho orientado sob o princípio da escuta qualificada, além de acolhimento provisório de curta duração, de até 15 dias.
A capacidade é de receber 200 mulheres por mês para os atendimentos do centro e 36 pessoas no acolhimento provisório de curta duração. Além disso, o Centro Irmã Dulce vai oferecer, a exemplo do Loreta Valadares, atendimento multidisciplinar com equipe de 25 profissionais envolvidos, entre psicólogas, assistentes sociais, psicopedagoga, advogada, recepcionista, supervisoras, coordenadora, serviços gerais, motorista, plantonistas, copeira e guardas civis.

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