Após greve dos caminhoneiros, exportação baiana se recupera em julho
Desempenho da soja e seus derivados foi o principal destaque do mês, segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)

Após os efeitos da greve dos caminhoneiros, que afetou os embarques em maio e parcialmente em junho, as exportações baianas cresceram 19,3% em julho, em comparação ao mesmo mês do ano passado. A informação é da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O valor em julho, de US$ 816,7 milhões, foi o maior valor desde agosto de 2017, quando atingiu US$ 890,6 milhões. As importações também cresceram substancialmente no mês passado (94,7%), atingindo US$ 1,108 bilhão, depois de dois meses de queda consecutiva e de um desempenho negativo no primeiro semestre.
Conforme a superintendência, com cenário externo de maior incerteza comercial e instabilidade política, o pacote de estímulos da economia chinesa e certa moderação das tensões comerciais, o resultado foi a maior estabilização do câmbio em julho, o que beneficiou as exportações.
O desempenho da soja e seus derivados, cuja receita cresceu 73,1% em relação a julho de 2017, foi o principal destaque do mês, com vendas que chegaram a US$ 262,9 milhões. A forte demanda da China, que este ano está acima do normal graças às cotoveladas comerciais trocadas por Pequim e Washington, beneficiou as exportações nacionais do grão.
Até julho, os embarques do setor atingiram recorde histórico para o período, atingindo 2,365 milhões de toneladas, com incremento de 8,7% em relação a 2017. Já as receitas acumularam US$ 912,3 milhões no período, 16% acima de igual período do ano anterior.
Também contribuíram para o bom desempenho das vendas externas em julho o bom desempenho do setor metalúrgico, com crescimento de 45,6% (US$ 4,1 milhões), influenciado pela melhora dos preços do cobre que subiram em média 66,3% comparados a julho do ano passado. Derivados de petróleo tiveram incremento de 41% (US$ 96,7 milhões) graças aos preços e a maior rentabilidade cambial. Já o setor de papel e celulose que cresceu 15,1% (US$ 119,9 milhões) via preços, resultado da aceleração do consumo global sem a chegada de novas capacidades.
Com os resultados apurados até o mês de julho, a Bahia acumula um superávit de US$ 441,7 milhões em sua balança comercial. As exportações alcançaram US$ 4,55 bilhões e estão 4,6% acima de igual período de 2017, enquanto que as importações foram de US$ 4,11 bilhões, resultado 2,3% maior se comparado ao mesmo período do ano passado.
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