Com médicos em protesto, UPAs estão atendendo apenas urgência e emergência

    Categoria reivindica atrasos nos salários e denuncia falta de equipamentos e medicamentos nas unidades

    Foto: Divulgação/SMS
    Foto: Divulgação/Pro-saúde
    Foto: Divulgação/Pro-saúde

     

    Os médicos que atuam nas UPAs municipais decidiram restringir os atendimento a apenas urgência e emergência a partir desta segunda-feira (11).

    Segundo o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA), a categoria luta por melhores condições de trabalho e pelo fim dos atrasos salariais, que têm sido recorrentes.

    A categoria decidiu restringir o atendimento em assembleia realizada no último dia 5 de novembro, caso não houvesse nenhuma regularização dos salários até a última sexta (8).

    “O secretário [municipal de Saúde] Léo Prates chegou a realizar uma reunião do Sindimed em conjunto com as organizações responsáveis pela gestão das UPAs e foi assumido o compromisso de regularização dos salários, mas não foi cumprido” disse a presidente do sindicato, Ana Rita de Luna Freire Peixoto.

    Segundo a diretora de comunicação e imprensa da Sindimed, Clarice Saba, a categoria não reivindica apenas a questão salarial. “As pessoas têm enfrentado muitas dificuldades nas UPAs, que vão desde a falta de agulhas e medicamentos, passando por equipamentos quebrados ou inexistentes, a macas e cadeiras enferrujadas, entre outros problemas”, disse.