Pedra do Cavalo: teste contra cheias bota a barragem no furacão

    Por ora, fica o ‘deixa rolar’

    Foto: Reprodução/ Forte no Recôncavo
    Foto: Reprodução/ Forte no Recôncavo

     

    Ismael Medeiros, secretário do Comitê da Bacia do Rio Paraguaçu, conta que a Barragem de Pedra do Cavalo, desde que foi inaugurada, em 1985, pelo então governador João Durval, sempre teve altos e baixos em termos de fluxo de água. Previa-se que completaria sua cota em 10 anos. Em quatro, chegou.

    Em 1989, foi tanta água que obrigou a abertura das comportas e inundou Cachoeira e São Félix. De lá para cá, água pouca. Este ano, o suficiente para baixar dois metros e fazer o teste de calhagem, saber como a água vai fluir, e as providências a adotar numa situação de emergência. Foi aí que o bicho pegou.

    Controvérsias

    O Instituto Chico Mendes do Meio Ambiente (ICMbio) brada que seria uma catástrofe ambiental tanta água da barragem para o mar, a parte que mistura água doce e salgada. Acionou a Defensoria Pública, e a Justiça barrou a abertura das comportas, que começaria segunda (17).

    Ismael ressalva que pior do que isso é ter que abrir numa situação de emergência sem saber o que fazer:

    — O Rio Paraguaçu nasce na Chapada Diamantina, e na imensidão dos seus 600 quilômetros de extensão, abriga outras barragens, como a do Apertado (Ibicoara), Bandeira de Melo (Iaçu e Marcionílio Souza), França (Piritiba e Miguel Calmon) e de São José (São José do Jacuípe e Várzea da Roça). As agressões pipocam de todos os lados e monitorar é fundamental.

    Fica o ‘deixa rolar’.