Mercado aumenta previsão de inflação e prevê queda menor do PIB
Previsão para o IPCA passou de 3,25% para 3,45%

Por Kelly Oliveira
O mercado financeiro prevê queda menor da economia e aumenta a estimativa de inflação para este ano. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,25% para 3,45%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.
Essa foi a 15ª elevação seguida na estimativa. Para 2021, a projeção de inflação passou de 3,22% para 3,40%, na quinta elevação seguida. A previsão para 2022 e 2023 não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.
A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, tem centro de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.
Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.
Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 2% ao ano. A expectativa das instituições financeiras é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. A última reunião de 2020 do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic, está marcada para dezembro.
Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. A previsão da semana passada era 2,75% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o fim de 2023, 6% ao ano.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando a Selic é mantida, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para manter a inflação sob controle.
Atividade econômica
A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 4,66% para 4,55%. Para o próximo ano, a expectativa de crescimento passou de 3,31% para 3,40%. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.
Dólar
A previsão para a cotação do dólar passou de R$ 5,41 para R$ 5,38, neste ano, e foi mantida em R$ 5,20 em 2021.
Mais notícias
-
Economia20h05 de 04/04/2026
Refinaria de Mataripe é habilitada pela ANP para programa de subvenção do diesel
Empresa baiana e Petrobras estão entre as selecionadas
-
Economia20h47 de 02/04/2026
Ovo de galinha é o vilão da semana, segundo dados divulgados pela SEI
O ovo de galinha encareceu 4,15% em feveiro, mês que marca o início do Quaresma
-
Economia12h27 de 01/04/2026
Prepare o bolso: Gás de cozinha sofre reajuste e fica mais caro na Bahia
O reajuste foi aplicado pela Acelen, companhia responsável pela administração da Refinaria de Mataripe
-
Economia06h49 de 31/03/2026
Governo bloqueia R$ 1,6 bi do orçamento e R$ 334 mi de emendas; veja detalhes dos cortes
Verbas para o PAC foram preservadas
-
Economia18h03 de 28/03/2026
Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli
Economista e professor aposentado da UFBA, baiano presidiu a estatal entre 2005 e 2012
-
Economia16h27 de 28/03/2026
IR 2026: Receita recebe mais de 4 milhões de declarações em uma semana
O prazo de entrega vai até 29 de maio, às 23h59
-
Economia12h21 de 26/03/2026
Mesmo com a alta do preço dos alimentos, inflação desacelera em Salvador
Energia elétrica e hospedagem ajudam a conter impacto
-
Economia14h19 de 24/03/2026
Pix apresenta instabilidade e gera queixas em todo o país
Até agora, não foram divulgadas informações oficiais sobre o que teria causado a instabilidade
-
Economia17h43 de 23/03/2026
Imposto de Renda: mais de 450 mil declarações já foram enviadas, diz Receita
A expectativa do órgão é receber cerca de 44 milhões de documentos neste ano
-
Economia07h02 de 23/03/2026
Imposto de Renda 2026: prazo para envio começa nesta segunda (23); veja regras
Fisco abre envio de declarações até 29 de maio com novas regras para apostas










