Publicado em 03/06/2021 às 12h00.

Sebrae se junta à CBPM para criar comitê em cidades baianas com produção mineral

Jorge Khoury e o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral se reuniram para debater estratégias

Redação
Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

 

Presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm se reuniu com o presidente do Sebrae-BA, Jorge Khoury, para discutir a criação de “Comitê Gestor” nos municípios baianos com produção mineral.

Visando a verticalização da economia nas cidades que contribuem para a atividade mineral, o projeto consiste na união entre lideranças públicas e do setor privado, com o objetivo de capacitar mão de obra local.

Outro ponto de interesse do projeto é criar novas micro e pequenas empresas locais que possam suprir demandas das empresas mineradoras, estimulando assim o desenvolvimento socioeconômico dos municípios.

No encontro, realizado na quarta-feira (2), Khoury destacou a importância da ação, tendo em vista a geração de um encadeamento produtivo, o que dá autonomia para essas cidades. “Através da capacitação nós criamos o MEI, que oferece seu serviço para a micro e pequena empresa, e estes, por consequência, oferecem seus serviços para a macro e grande empresa. Criamos um suporte urbano, fazendo com que esses municípios não dependam mais de mão de obra ou suprimentos vizinhos”, disse.

Antonio Carlos Tramm garantiu seu apoio ao projeto, e ressaltou a importância de criar uma melhor comunicação entre o setor mineral, o governo e a sociedade civil. “O desconhecimento da mineração faz com que as pessoas não saibam os benefícios que ela traz para comunidade. A remuneração pessoal média do setor é duas vezes maior que a das indústrias de transformação e de construção civil, e chega a ser três vezes maior que a do comércio. É importante mostrar que essa remuneração é aplicada no desenvolvimento socioeconômico dos municípios”, afirmou o presidente da CBPM.

As questões socioambientais também foram pauta da reunião. Segundo Sergio Cavalcante Gomes, gestor de estratégias do Sebrae-BA, as empresas precisarão agir em consonância com as ODS (Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável), que são uma coleção de 17 metas globais, estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas, bem como com a ESG, sigla em inglês para os aspectos ambiental, social e governança. “Esse tema tem ganhado bastante força e mudado o olhar com relação ao que é esperado pelo mercado. Se o município não tiver esse conhecimento, o Sebrae-BA se compromete a levar a informação.”, pontuou.

A reunião contou ainda com a participação do diretor do Worldwatch Institute no Brasil (WWI), Eduardo Athayde, e do gerente de captação de recursos financeiros do Sebrae-BA, Vitor Lopes.

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