Publicado em 09/09/2021 às 11h27.

O Progressistas é quem mantém a República sob risco de golpe, afirma professor da Ufba

Wilson Gomes afirma que pepistas não se movem por ideologia ou valores, como "proteger a democracia"

David Mendes
Foto: Divulgação / Redes Sociais
Foto: Divulgação / Redes Sociais

 

O cientista político e professor de Comunicação e Política da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Wilson Gomes, afirmou nesta quinta-feira (9) que o partido Progressistas é hoje o que separa o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do impeachment.

“O Progressistas é quem mantém a República sob risco iminente de golpe. O Progressistas é o último fiador de Bolsonaro e cúmplice dele”, condenou, em publicação na sua conta do Twitter.

Para o especialista, o PP não deverá defender o impedimento do atual chefe do Executivo federal.

“Vivo e fraco, Bolsonaro é uma fonte de recursos como grana e cargos à disposição do Progressistas. Não há outra fonte que possa cobrir o lucro que o PP está tendo, diferentemente de 2015, quando Temer bancou o negócio”, lembrou, ao defender que os pepistas não se movem por ideologia ou valores, como “proteger a democracia”. “É uma frase sem sentido para quem se move por cálculos de ganhos e perdas”.

Ainda segundo o professor, só há um caminho para o PP decidir pelo impeachment. “Se alguém pagar pelo prejuízo. Mas Mourão, o principal beneficiário, não tem nada para oferecer; Ou se houver mais prejuízo em ser guarda-costas de Bolsonaro do que ganho. E esta conta ainda não está clara para o PP”, avaliou.

Já o cientista político e professor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, Fernando Limongi, afirmou, em entrevista publicada hoje no jornal O Globo, que o PP e o Centrão “subiram no muro”.

“O Arthur Lira passou pano. Basicamente subiu no muro. O Ciro Nogueira não deu nenhuma declaração desde que assumiu a Casa Civil e disse que seria um amortecedor do governo. Está desaparecido. O PP e o Centrão compraram um barco furado. Eles agora têm que saber como é que eles vão escapar do naufrágio. Se é que eles ainda têm tempo de pular do barco”, afirmou.

Para o especialista, a blindagem do Progressista e do Centrão ao governo está ameaçada.

“O centrão não rasga dinheiro. O Bolsonaro fez um acordo com eles e esse acordo envolvia algum tipo de troca e de tentativa de chegar a 2022 com viabilidade eleitoral. Agora, continuar com o Bolsonaro é o abraço do afogado”, analisou.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.