Publicado em 28/01/2022 às 16h28.

Anatel autoriza Starlink e Swarm operarem satélites em órbita baixa

Atuação das empresas ajudará a levar internet para áreas remotas do país

Redação
Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

 

As empresas Starlink, do bilionário Elon Musk, e Swarm podem operar satélites de órbita baixa no Brasil. O aval foi dado nesta sexta-feira (28) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O funcionamento desses equipamentos no Brasil está na agenda do Ministério das Comunicações, comandado por Fábio Faria, que em dezembro chegou a se encontrar com Musk para debater o oferecimento do serviço. São as primeiras autorizações para operação desse tipo de satélite no país.

Faria já afirmou em outras ocasiões que o objetivo desse tipo de tecnologia é levar internet para áreas rurais e lugares remotos, além de ajudar no controle de incêndios e desmatamentos ilegais na floresta amazônica.

A internet da Starlink, de acordo com informações da empresa, funciona enviando informações através do vácuo do espaço, onde se desloca mais rapidamente do que em cabos de fibra óptica, o que a torna mais acessível a mais pessoas e locais.

Já a Starlink é uma constelação de mais de 4 mil satélites que orbitam o planeta a uma distância mais próxima da Terra, a cerca de 550 quilômetros.

Como eles estão em baixa órbita, o tempo de envio e recepção de dados entre o usuário e o satélite – a latência – é muito menor do que com satélites em órbita geoestacionária, segundo a empresa.

O direito de exploração pela Swarm, que também emprega uma constelação de 150 satélites não geoestacionários, no Brasil deve valer até 2035. Já o da Starlink, até 2027.

Segundo deliberação da Anatel, qualquer alteração nas quantidades de satélites dos sistemas não geoestacionários exigirá nova autorização por parte da agência.

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