Confederação do Comércio prevê desaceleração da economia ao longo do ano

    Na quinta-feira (2), IBGE divulgou que PIB cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano, com a atividade econômica sendo puxada pelos serviços

    Foto: Agência Brasil

    Apesar da alta do PIB de 1% no primeiro trimestre deste ano, conforme o IBGE, a economia brasileira vai desacelerar durante o ano, sobretudo a partir do terceiro trimestre. A avaliação é da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As atividades de serviços foram as principais responsáveis pela expansão verificada no começo deste ano.

    Em nota, a CNC indicou que a política monetária do Banco Central – de aumentar os juros para conter a inflação – afeta a sustentabilidade deste crescimento econômico ao longo do ano. “Sem dúvida, parte da capacidade de recuperação do setor terciário e, consequentemente, da própria economia explica-se pelo efeito circulação (maior de pessoas). Contudo, esse fenômeno já está se exaurindo”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

    Para o ministro da Economia, o resultado divulgado pelo IBGE mostra que o Brasil já se recuperou na atividade econômica tanto da recessão de 2016 como dos efeitos da pandemia. A Confederação do Comércio, por seu lado, aponta que no intervalo de um ano o PIB brasileiro totalizou R$ 8,89 trilhões, o que, segundo a entidade, revela lentidão do processo regenerativo da economia brasileira.

    O economista da confederação, Fábio Bentes, ressalta que o setor de serviços tem se destacado, mas o cenário da inflação e dos juros não pode estar dissociado da análise sobre comportamento recente do nível de atividade. “Adicionalmente, a tendência é de maior contaminação na variação dos preços de serviços, especialmente, considerando-se o nível de difusão presente no IPCA ao longo de 2022”, observou.