Produção industrial baiana cresce 22%, maior resultado do Brasil
No período acumulado de janeiro a abril de 2022, o setor industrial registrou taxa positiva de 5,2%

A produção industrial da Bahia registrou em abril de 2022, na comparação com igual mês do ano anterior, aumento de 22,0%, o maior resultado do país. A indústria baiana (na série ajustada sazonalmente) assinalou aumento com taxa de 3,0% frente ao mês imediatamente anterior, terceira taxa positiva consecutiva, após ter avançado 2,0% e 0,2% em fevereiro e março. As informações divulgadas nesta quinta-feira (9) fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.
No período acumulado de janeiro a abril de 2022, o setor industrial registrou taxa positiva de 5,2% e no indicador acumulado dos últimos 12 meses, houve queda de 6,9%, ante o mesmo período do ano anterior.
Para Armando Castro, diretor de Estatísticas da SEI, “o resultado da indústria baiana em abril consolida o momento econômico do estado descolado do Brasil. O PIB do primeiro trimestre cresceu acima do nacional, e nossa indústria cresceu 22% enquanto a indústria do país declina 0,5% em abril”. Castro destaca que o otimismo em nossa economia fica ainda maior com a perspectiva de chegada de montadora de carros elétricos.
Na comparação de abril de 2022 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou aumento de 22,0%, com seis das 12 atividades pesquisadas assinalando avanço da produção. O setor de Derivados de petróleo (161,1%) exerceu a principal influência positiva no período, explicada especialmente pela maior fabricação de óleo combustível, óleo diesel e naftas para petroquímica.
Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de Couro, artigos para viagem e calçados (14,0%), Bebidas (16,0%), Celulose, papel e produtos de papel (1,7%), Minerais não metálicos (3,9%) e Produtos químicos (0,6%). A indústria Extrativa (-0,1%) registrou estabilidade no período.
Por sua vez, o segmento de Metalurgia (-41,2%) registrou a maior contribuição negativa, devido à queda na produção de barras, perfis e vergalhões de cobre, de ligas de cobre e ferrocromo. Outros segmentos que registraram decréscimo foram: Produtos alimentícios (-10,2%), Produtos de borracha e de material plástico (-5,8%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,5%) e Veículos (-1,2%).
“Esse crescimento também é reflexo da política de atração de investimentos do Governo do Estado, que capta indústrias de setores chaves da economia. No primeiro quadrimestre, tivemos investimento privado no valor de R$ 1,6 bilhão somente das empresas incentivadas, que se implantaram no estado”, declara o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Nunes.
No acumulado de janeiro a abril de 2022, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou aumento de 5,2%. Cinco dos 12 segmentos da Indústria geral contribuíram para o resultado, com destaque para Derivados de petróleo (38,3%), influenciado, em grande medida, pela maior fabricação de óleo diesel, óleo combustível e gasolina. Vale citar ainda os crescimentos em Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (73,3%), Minerais não metálicos (2,6%), Produtos químicos (0,3%)e Couro, artigos para viagem e calçados (0,8%).
Por outro lado, o segmento de Metalurgia (-43,5%) contribuiu negativamente para o desempenho da indústria no período, impulsionado pela menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre, de ligas de cobre e ferrocromo. Importante ressaltar, também, os resultados negativos assinalados por Extrativas (-13,1%), Borracha e material plástico (-13,3%), Produtos alimentícios (-2,7%), Celulose, papel e produtos de papel (-2,2%), Bebidas (-7,4%) e Veículos (-17,4%).
Comparativo regional
A queda no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de -0,5%, na comparação entre abril de 2022 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por sete dos 14 estados pesquisados, com destaque para as reduções mais acentuadas, assinaladas por Espírito Santo (-7,3%), Paraná (-6,6%) e Santa Catarina (-5,6%). Por outro lado, Bahia (22,0%), Mato Grosso (15,7%) e Rio de Janeiro (14,4%) registraram as maiores taxas positivas nesse mês.
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